JOAQUIM OSÓRIO DUQUE ESTRADA
"O Compositor da Letra do Hino Nacional Brasileiro"
RESUMO
BIBLIOGRÁFICO
(*29/04/1870 + 05/02/1927):
Joaquim Osório Duque-Estrada
nasceu em Pati do Alferes-RJ, no dia 29 de abril de 1870
e faleceu na Cidade do Rio de Janeiro-RJ, no dia 05 de
fevereiro de 1927.
Filho do Tenente-Coronel,
Luiz de Azevedo Coutinho Duque-Estrada e Dna. Mariana Delfim Duque-Estrada,
era afilhado do General Osório, Marques do Herval, de quem recebeu o segundo
nome. Cursou o Colégio Pedro II onde, em 1887, Silvio Romero o distinguiu entre
os alunos prefaciando o seu primeiro livro de poesias, Alvéolos.
Recebeu o grau de bacharel em letras em 1888.
Publicou
27 livros – poesias, didáticos, peças teatrais, conferências, traduções
e libretos de operas – destacando além de Alvéolos, Flora de Maio, A Arte
de Fazer Versos e A Abolição, este com prefácio de Rui Barbosa.
Foi
critico-literário, mantendo por muito tempo a secção “ Registro Literário
“ no “Correio da Manhã”, no “Imparcial” e no “Jornal
do Brasil.
Em
1888 escreveu os primeiros ensaios como um dos auxiliares de José do Patrocínio
na campanha da abolição. Nesse ano alistou-se nas fileiras
republicanas, ao lado de Silva Jardim, entrando para o Centro Lopes Trovão.
Em 1891dedicou-se à diplomacia sendo nomeado 2º Secretário de Alegação,
no Paraguai. De 1893 a 1896, morou em Minas Gerais,
onde foi redator do “Eco de Cataguazes.
Destacou-se
no magistério como professor e inspetor-geral de ensino, até o ano de 1902,
quando foi nomeado regente interino da cadeira de História Geral e do Brasil
no Colégio Pedro II. Voltou à imprensa e colaborou com
quase todos os jornais do Rio de Janeiro.
Foi
eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1915, na vaga de Silvio Romero,
sendo o segundo ocupante da cadeira nº 17, que tem como patrono, Hipólito da
Costa. Seu discurso de posse foi respondido por Coelho
Neto.

Em Outubro
de 1909 elaborou o seu “Projeto de Letra
Para o Hino Nacional Brasileiro” , aprovado oficialmente, por Decreto
em 06 de Setembro de 1922, véspera da comemoração
do centenário da Independência.
Os
belos e patrióticos versos do nosso glorioso Hino Nacional, magnificamente adaptados
à música de Francisco Manuel da Silva, composta em 1822, consagrou para sempre
o nome de Osório Duque Estrada, como bem se expressa Roquete Pinto, seu sucessor
na Academia Brasileira de Letras: “Seu pensamento há de palpitar por entre
gerações: a gente pequenina, hoje mais feliz que a do
meu tempo, pode cantar o Hino de Francisco Manuel.
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Hino Nacional Brasileiro
Letra de Osório Duque
Estrada
Música de Francisco Manuel da Silva
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Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com o braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso.
E o teu futuro espelha essa grandeza
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
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Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminando ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida"
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava
forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
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