Declarações de Amor a Paraibuna

Textos recuperados do acervo histórico. Redação, autoria e datas foram preservadas.

TERRA-BERÇO

Quem por aqui apeia, que tem a terra na veia; reconhece, se identifica e admira: - Ah!! Se não é a Paraibuna chão caipira !!! Terra-berço !!! Casa encantada onde eu vivo e vive em mim. Te quero assim verdadeira, cheirando a leite e jasmim. Que me sejas encantada, como crianças em algazarra, rolando sobre um capim. Que me sejas deslumbrada, como serestas enluaradas, cantando com todos assim... (...) Somos mensageiros da alegria, amigos da cantoria, despertando a namorada. Clarão no céu tem um coral na Rua, Paraibuna canta à Luuuuuaaa !!!!! À bênção Seu Nilson e Amigos da Cantoria.

( José Ernesto - 28/Fev/2005 )

PARAIBUNA, CHÃO CAIPIRA

O Senhor Nilson Florêncio da Silva, é um mineiro de Manhuaçu e mora em Paraibuna, na Comunidade Rural do Cedro, há cerca de quinze anos. Aposentado da Petrobrás, assimilou e assumiu a Cultura Popular como forma de amor e resistência. Hoje é um entusiasmado seresteiro que aproxima as pessoas, celebrando a vida em cantorias pelas noites enluaradas de Paraibuna. Agora já foi por nós adotado e batizado: “ – Mineiro de Paraibuna; ou simplesmente: - PARAIBUNEIRO!!”. É dele esta prosa em verso intitulada Chão Caipira: Se você se sente ansioso; e tá de véra saudoso; das beleza do sertão; Ah! Pois conheça Paraibuna, e preencha esta lacuna, dentro do seu coração. Temos festa o ano inteiro, com roda de violeiros, e serenatas ao Luar. Venha saburiá o “fogado”, pelos bares ou no mercado; com certeza irá gostar. Venha beber água da bica; quem toma dela aqui fica, eu posso te garantir. Pois tem uma lenda que diz: - quem bebe finca raiz, e nunca mais quer partir. Venha ver como é formosa, Nossa fonte luminosa, Referência da cidade. Venha ver os casarões, Desde os tempos dos barões, Símbolos da prosperidade. Venha passeá na Roça, revê fazendas, paioças; e as riquezas do lugar. Venha vê quanta fartura, tomar cachaça da pura, de aguçado paladar. Venha, conheça a princesa da serra; onde o canário da terra, canta mêrmo; inté na cidade. É um gosto da rapaziada, vê aquela passarada, gorgeando em liberdade. Agora imagine, do milho verde: pamonha, curau e bolo; com aquele café bem gostoso, e do Manézinho... uns pastéis!! Ah! Pode esquecer o regime, pois não é crime, se ocê comê mais de Déiz!!! Ah!! Compádi, vá guardando esta verdade na memória e pode crê: - Quem por aqui apeia, que tem a terra na veia, se “identi i fica” à vontádi !!! – Nunca mais,tenho certeza; esquecerá as beleza e as prendas aqui da cidade!! E prá encerra eu garanto, que o seu amor vai ser tanto, pois comigo aconteceu; ah!, pra eu partir daqui um dia, juro por irge Maria,..... só com o chamado de DEUS ! ! ! !

( Nilson Florêncio da Silva - 04/Abr/2005 )

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