Declarações de Amor a Auriflama

Textos recuperados do acervo histórico do Portal Nosso São Paulo. A redação, a autoria e as datas originais foram preservadas.

“Amo E Nunca Deixarei De Amar”

Nasci e fui criado, nesta cidade de nome Auriflama... Lugar hospitaleiro, de um povo com uma bondade infinita, que se entrega de coração àqueles que acabaram de conhecer... Cidade com um potencial de crescimento e desenvolvimento como pouco visto em outras do seu tamanho e até maiores, infelizmente mal aproveitado até os nossos dias... Hoje, fora de Auriflama, não me canso de lembrar da infância, das brindadeiras, das noites divertidíssimas, do seu povo alegre, que nos acolhe com o mesmo carinho, como se nunca tivéssemos ido embora... Ah! que saudade de Auriflama, de ver a estátua de José Cardoso na praça, a igreja da Matriz (diferente de qualquer outra que já vi), da caixa d'agua, do prédio da Nossa Caixa e do Banespa, do Fórum, do Centro Comunitário, das Escolas do "Seu Wilter", da "Mariângela", da "Cachopa" e da "Terceira Escola", nossa como é Bom Lembrar... Ah! que saudade de Auriflama, de suas figuras "folcloricas", quem não às conheceu: Padre Luiz, Mané Côco, Seu Tião do Bar, Maxixe, Eli Roqueiro, Punhalada, Arlindo Barbeiro, Cusca Cabelereiro, Pedro Matarézio, Dr. Fuad, João de Paula, Carneirinho, Belé, Dona Cida do Postinho, Capóia, João Savério, Martins do Posto Esso, Valdir Fiori. Bar do Bianqui....e tantas outra 'FIGURAS CARIMBADAS' que só AURIFLAMA tem e não EXPORTA PRA NINGUÉMMM... Um dia voltarei pra Auriflama, para poder aproveitar novamente as alegrias que ali deixei, quando tive que encarar o mundo, fora desse nosso 'mundinho' chamado AURIFLAMA... Meu nome é Luiz Henrique Marino, sou de uma família tradicional de Auriflama, hoje moro em Indaiatuba-SP, onde vim procurar emprego como farmacêutico e acabei ficando, mas sem esquecer jamais a minha cidade natal, a qual AMO E NUNCA DEIXAREI DE AMAR !!!

Luiz Henrique Marino - 16/Ago/2004

“Viagem A Auriflama”

Queria tanto ir pra Auriflama molhar os meus pés descalços lá nos rios do seu planalto de onde brota a verde rama. Queria tanto ir pra Auriflama descançar em seus regaços à beira de seus penhastos sentindo na pele as chamas. Queria tanto ir pra Auriflama vislumbrar os seus espaços onde o mato cresce alto e só os bichos fazem fama. Queria tanto ir pra Auriflama deitar-me defronte ao Paço vendo o grilo com o seu salto reinar impávido na grama. Queria tanto ir pra Auriflama onde o potro é pego à laço quando é tomado de assalto como se faz no Alabama. Queria tanto ir pra Auriflama andar tranqüilo e sem passo na terra que sem asfalto o pó do chão livre emana. Queria tanto ir pra Auriflama perder a forma sem compasso e navegar nesse mar alto que o riacho tanto ama. Queria tanto ir pra Auriflama encontrar comigo num abraço e escutar a voz de contralto que ao conúbio me chama. Queria tanto ir pra Auriflama mas meu caminho eu não faço sou sóbrio e estéril, e meu arauto esconde em si mesmo a gama. Queria tanto ir pra Auriflama porém, a mim assim que nasço traio e com coragem falto com amor à mesma dama. Queria tanto ir pra Auriflama mas fico preso pelo aço na pequenez do meu retrato onde minha alma reclama. Queria tanto ir pra Auriflama mas o leito onde me enlaço tem a cor triste do cobalto: é branco-prateada a cama. Sei quantos Universos tem o dia, e esta consciência é sempre um drama. Só razão pura ser eu não devia, Queria mesmo ir pra Auriflama!

Robinson Stemberg -Usina de Letras - 2003

“Minha Querida Cidade”

Aqui estou eu, um Auriflamense, escrevendo um pouco para a minha querida cidade de nascimento. Moro em Cuiabá-MT, mas não esqueço a velha Auriflama... Hoje, só agradeço a Deus pela criação que tive, pelos meus pais e também pela oportunidade de ter vivido uma bela e gostosa infância e adolescência nesta cidade maravilhosa !!!

Ordalei Adarco de Araújo - 14/Ago/2006 — Cuiabá-MT

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