O Pedreiro

Joaquim, o pedreiro, tinha ido comprar uma saca de cimento.Precisava de construir uma parede. Foi buscar a betoneira.

Deitou o cimento lá pa dentro , mais areia e água e ligou a máquina.

-Rummm, rummm, rummm!-dizia a máquina.

E o pedreiro deitava mais pazadas de areia, enquanto os cães andavam por ali perto.

A betoneira pedia mais água.

Então, o filho de Joaquim, o José, atirava com um balde de água.

Joaquim, agarrou no volante e, virou a betoneira para o carrinho de mão.

-Tão giro, até dá vontade de fazer bolinhas-disse o José.

-Calça as luvas-disse o pai.

O pedreiro agarrou no carrinho de mão e levou até ao sítio onde ia construir a parede.

Com a colher de pedreiro e a  atalocha, começou a pôr cimento e a alisar.Punha mais tijolos e depois mais cimento.

O José, esse, estava vestido com o fato de trabalho que o pai lhe tinda dado. Usava um capacete amarelo, luvas, tinha na mão também uma atalocha e uma pá de brincar.

Também ele, fez uma construção com três tijolos e de vez em quando, dava ordens ao pai:

-Mais depressa, quero essa parede ainda hoje!

O pai ria-se.(Eneri Api)

São Vicente do Paúl, 12/10/2001