PENSAMENTO DO DIA
PENSAMENTOS e FILOSOFIA

NOVEMBRO de 2006


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01/Novembro/2006:

“ SOBRE A VIDA DE EURÍPEDES BARSANULFO ”
- ... Deus não é Jesus e Jesus não é Deus ... -

“ Logo cedo manifestou-se nele profunda inteligência e senso de responsabilidade, acervo conquistado naturalmente nas experiências de vidas pretéritas.

Era ainda bem moço, porém muito estudioso e com tendências para o ensino, por isso foi incumbido pelo seu mestre-escola de ensinar aos próprios companheiros de aula. Respeitável representante político de sua comunidade, tornou-se secretário da Irmandade de São Vicente de Paula, tendo participado ativamente da fundação do jornal "Gazeta de Sacramento" e do "Liceu Sacramentano". Logo viu-se guindado à posição natural de líder, por sua segura orientação quanto aos verdadeiros valores da vida.

Através de informações prestadas por um dos seus tios, tomou conhecimento da existência dos fenômenos espíritas e das obras da Codificação Kardequiana. Diante dos fatos voltou totalmente suas atividades para a nova Doutrina, pesquisando por todos os meios e maneiras, até desfazer totalmente suas dúvidas.

Despertado e convicto, converteu-se sem delongas e sem esmorecimentos, identificando-se plenamente com os novos ideais, numa atitude sincera e própria de sua personalidade, procurou o vigário da Igreja matriz onde prestava sua colaboração, colocando à disposição do mesmo o cargo de secretário da Irmandade.

Repercutiu estrondosamente tal acontecimento entre os habitantes da cidade e entre membros de sua própria família. Em poucos dias começou a sofrer as conseqüências de sua atitude incompreendida.

Persistiu lecionando e entre as matérias incluiu o ensino do Espiritismo, provocando reação em muitas pessoas da cidade, sendo procurado pelos pais dos alunos, que chegaram a oferecer-lhe dinheiro para que voltasse atrás quanto à nova matéria e, ante sua recusa, os alunos foram retirados um a um.

Sob pressões de toda ordem e impiedosas perseguições, Eurípedes sofreu forte traumatismo, retirando- se para tratamento e recuperação em uma cidade vizinha, época em que nele desabrocharam várias faculdades mediúnicas, em especial a de cura, despertando- o para a vida missionária. Um dos primeiros casos de cura ocorreu justamente com sua própria mãe que, restabelecida, se tornou valiosa assessora em seus trabalhos.

A produção de vários fenômenos fez com que fossem atraídas para Sacramento centenas de pessoas de outras paragens, abrigando-se nos hotéis e pensões, e até mesmo em casas de famílias, pois a todos Barsanulfo atendia e ninguém saía sem algum proveito, no mínimo o lenitivo da fé e a esperança renovada e, quando merecido, o benefício da cura, através de bondosos Benfeitores Espirituais.

Auxiliava a todos, sem distinção de classe, credo ou cor e, onde se fizesse necessária a sua presença, lá estava ele, houvesse ou não condições materiais. Jamais esmorecia e, humildemente, seguia seu caminho cheio de percalços, porém animado do mais vivo idealismo. Logo sentiu a necessidade de divulgar o Espiritismo, aumentando o número dos seus seguidores. Para isso fundou o "Grupo Espírita Esperança e Caridade", no ano de 1905, tarefa na qual foi apoiado pelos seus irmãos e alguns amigos, passando a desenvolver trabalhos interessantes, tanto no campo doutrinário, como nas atividades de assistência social.

Certa ocasião caiu em transe em meio dos alunos, no decorrer de uma aula. Voltando a si, descreveu a reunião havida em Versailles, França, logo após a I Guerra Mundial, dando os nomes dos participantes e a hora exata da reunião quando foi assinado o célebre tratado.

Em 1o. de abril de 1907, fundou o Colégio Allan Kardec, que se tornou verdadeiro marco no campo do ensino. Esse instituto de ensino passou a ser conhecido em todo o Brasil, tendo funcionado ininterruptamente desde a sua inauguração, com a média de 100 a 200 alunos, até o dia 18 de outubro, quando foi obrigado a cerrar suas portas por algum tempo, devido à grande epidemia de gripe espanhola que assolou nosso país.

Seu trabalho ficou tão conhecido que, ao abrirem-se as inscrições para matrículas, as mesmas se encerravam no mesmo dia, tal a procura de alunos, obrigando um colégio da mesma região, dirigido por freiras da Ordem de S. Francisco, a encerrar suas atividades por falta de freqüentadores.

Liderado a pulso forte, com diretriz segura, robustecia-se o movimento espírita na região e esse fato incomodava sobremaneira o clero católico, passando este, inicialmente de forma velada e logo após, declaradamente, a desenvolver uma campanha difamatória envolvendo o digno missionário e a doutrina de libertação, que foi galhardamente defendida por Eurípedes, através das colunas do jornal "Alavanca", discorrendo principalmente sobre o tema: "Deus não é Jesus e Jesus não é Deus", com argumentação abalizada e incontestável, determinando fragorosa derrota dos seus opositores que, diante de um gigante que não conhecia esmorecimento na luta, mandaram vir de Campinas, Estado de S. Paulo, o reverendo Feliciano Yague, famoso por suas pregações e conhecimentos, convencidos de que com suas argumentações e convicções infringiriam o golpe derradeiro no Espiritismo.

Foi assim que o referido padre desafiou Eurípedes para uma polêmica em praça pública, aceita e combinada em termos que foi respeitada pelo conhecido apóstolo do bem.

No dia marcado o padre iniciou suas observações, insultando o Espiritismo e os espíritas, "doutrina do demônio e seus adeptos, loucos passíveis das penas eternas", numa demonstração de falso zelo religioso, dando assim testemunho público do ódio, mostrando sua alma repleta de intolerância e de sectarismo.

A multidão que se mantinha respeitosa e confiante na réplica do defensor do Espiritismo, antevia a derrota dos ofensores, pela própria fragilidade dos seus argumentos vazios e inconsistentes.

O missionário sublime, aguardou serenamente sua oportunidade, iniciando sua parte com uma prece sincera, humilde e bela, implorando paz e tranqüilidade para uns e luz para outros, tornando o ambiente propício para inspiração e assistência do plano maior e em seguida iniciou a defesa dos princípios nos quais se alicerçavam seus ensinamentos.

Com delicadeza, com lógica, dando vazão à sua inteligência, descortinou os desvirtuamentos doutrinários apregoados pelo Reverendo, reduzindo-o à insignificância dos seus parcos conhecimentos, corroborado pela manifestação alegre e ruidosa da multidão que desde o princípio confiou naquele que facilmente demonstrava a lógica dos ensinos apregoados pelo Espiritismo.

Ao terminar a famosa polêmica e reconhecendo o estado de alma do Reverendo, Eurípedes aproximou-se dele e abraçou-o fraterna e sinceramente, como sinceros eram seus pensamentos e suas atitudes.

Barsanulfo seguiu com dedicação as máximas de Jesus Cristo até o último instante de sua vida terrena, por ocasião da pavorosa epidemia de gripe que assolou o mundo em 1918, ceifando vidas, espalhando lágrimas e aflição, redobrando o trabalho do grande missionário, que a previra muito antes de invadir o continente americano, sempre falando na gravidade da situação que ela acarretaria.

Manifestada em nosso continente, veio encontrá-lo à cabeceira de seus enfermos, auxiliando centenas de famílias pobres. Havia chegado ao término de sua missão terrena. Esgotado pelo esforço despendido, desencarnou no dia 1º de novembro de 1918, às 18 horas, rodeado de parentes, amigos e discípulos.

Sacramento em peso, em verdadeira romaria, acompanhou-lhe o corpo material até a sepultura, sentindo que ele ressurgia para uma vida mais elevada e mais sublime.

informações adicionais: "Eurípedes Barsanulfo, O Apóstolo da Mediunidade" - click aqui

( FEESP - "SITE" - ****/**** )
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03/Novembro/2006:

“ TERMINOU A ELEIÇÃO ”
- ... os interesses pessoais e de grupos estã acima dos interesses do País, da ética e da moral ... -

“Não estamos discutindo a vitória de LULA. A Democracia, tão falada e deturpada, foi exercida pelo povo, que tem o que merece.. Certo ou errado, o resultado é esse e pronto. Vamos em frente, na busca do BEM COMUM, que só será conseguido com trabalho, cultura e amor à PÁTRIA.

O GRUPO GUARARAPES, durante 15 anos, luta pelo aperfeiçoamento da DEMOCRACIA e prega aos quatro ventos que ela tem como fundamento o fiel cumprimento da lei. Chegamos ao final da luta eleitoral e parece que a LEI, a ÉTICA, a MORAL e a POSTURA DO HOMEM PÚBLICO não são pontos positivos na democracia brasileira.

Na nossa análise ficou bem patente que não temos partidos. Os interesses pessoais e de grupos estão acima dos interesses do País, da ética e da moral. O princípio básico do político brasileiro é que tudo é válido para se eleger, até denunciar o próprio pai como aconteceu no Estado de Tocantins ou usar a esposa, como fez um deputado de São Paulo, para tentar encobrir o seu próprio crime.

O que o GRUPO GUARARAPES presenciou, no embate que terminou dia 29 de outubro, foram fatos que bem caracterizam a degradação a que se chegou na sociedade brasileira. Desceu ao mais profundo do poço. Os seus componentes não entendem como podemos aceitar calados o que vimos até o dia de ontem... os exemplos abaixo bem apontam a degradação a que se chegou:

- Políticos que foram esmagados pelos atuais donos do poder se abraçam nos palanques sem o mínimo pejo ou acanhamento; - Políticos que eram atacados de retrógrados, e de direita se beijam nos palanques com os seus “amigos” de esquerda que eles abominavam; - Políticos do mesmo partido votam em partidos diferentes; - Pessoas são expulsas do partido por defenderem as idéias do Partido e ladrões da coisa pública, do mesmo partido, são defendidos como apenas vítimas do sistema, mesmo sendo ladrões; - Dinheiro é gasto aos borbotões e afirma-se, com a maior sem-vergonhice do mundo, que não se comprou voto; - Um senador do Ceará, na presença de vários advogados e em reunião pública, afirmou que nunca houve uma eleição tão corrupta como a que acabou de se realizar (1º turno).

- Usa-se dinheiro público (verbas públicas) para os apadrinhados do governo e "outros dinheiros" chegam aos cofres dos partidos;

- Escândalos não são apurados. Há bandalheira para todos os gostos. Dólares na cueca, na mala, no avião, de país estrangeiro, de pagamento em conta no exterior e ninguém viu, ninguém sabe, ninguém conhece e todos mentindo...

- A honra não é levada em consideração. Parece que boas ações, os sentimentos de dignidade, de probidade, de retidão, de grandeza, de honestidade, de pureza estão esquecidos na sociedade brasileira!!!

Vamos ficando por aqui. Seria um rosário (hoje são cinco mistérios) infindável de fatos que entristecem a DEMOCRACIA BRASILEIRA. No CONGRESSO temos mais de 300 picaretas na palavra oficial do Presidente da República, aos quais se somam outros tantos, começando dentro do próprio Palácio e sem contar a quadrilha dos 40 ladrões referida pelo Procurador Geral da República... que não apontou o ALI BABÁ...

Terminou a eleição. Agora vêm os conchavos, a distribuição de cargos e o BRASIL que continue no fundo do poço...

Salvou-se a 'democracia'– pelo menos a que aí está -, e os CORRUPTOS batem palmas... e o BRASIL que se dane..., como sempre acontece !!! ”

( Gal. Torres de Melo - "Grupo Guararapes" - 1924/**** )
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06/Novembro/2006:

“ SOBRE LARANJAS E IDÉIAS ”
- ... ou sobre o valor do material e do imaterial, do ter e do ser ... -

“ Se você tem uma laranja e troca com outra pessoa que também tem uma laranja, cada um fica com uma laranja. Mas se você tem uma idéia e troca com outra pessoa que também tem uma idéia, cada um fica com duas !!! ”

( Confúcio - "Biografia" - 551 a.C./479 a.C. )
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07/Novembro/2006:

“ CRIANÇAS COM PROBLEMAS DE APRENDIZAGEM, O QUE FAZER ? ”
- ... todas as crianças disléxicas têm um grave distúrbio de leitura ... -

“ Muitas são as dificuldades de aprendizagem que atingem as crianças em idade escolar. A mais conhecida e/ou divulgada é a Dislexia que inclui os distúrbios de leitura.

Digo inclui porque crianças com problemas significativos de leitura não são necessariamente disléxicas, mas todas as crianças disléxicas têm um grave distúrbio de leitura.

Crianças disléxicas, seja qual for a causa, necessitam de atenção e ensino especiais para que possam desenvolver aptidões e, quanto antes o problema for detectado, melhores serão os resultados.

As principais deficiências que vêm a prejudicar a aquisição de leitura, são:
Incompreensão do significado das palavras;
Percepção inadequada das palavras impressas;
Inabilidade para distinguir elementos fonéticos;
Fixação exagerada na leitura de frases; Etc.

Existem testes simples que qualquer pai/mãe pode fazer para saber se seu filho, em idade pré escolar, apresenta desenvolvimento normal, como por exemplo:

Provocar qualquer tipo de som, de forma suave, próximo ao ouvido esquerdo, depois direito da criança e perguntar se ela ouve algo, que tipo de som ouve e de onde "vem" o som que ouve.

Numa distância média de 2 metros da criança, mostrar-lhe objetos grandes, médios e pequenos e pedir que ela os identifique, quanto a forma, cor, tamanho, etc.

Mostrar-lhe uma figura qualquer e pedir-lhe que a copie numa folha em branco.

Se a criança não conseguir identificar sons e/ou objetos ou, mesmo que os identifique, se não conseguir reproduzir o desenho de forma a ao menos parecer-se com a figura mostrada, é sinal de que tem deficiência auditiva e/ou visual, e/ou de aprendizagem, e essa criança necessita de orientação Psicopedagógica o quanto antes. O Psicopedagogo consultado fará novos testes e, havendo necessidade, encaminhará a criança a um Fonoaudiólogo e/ou Neurologista e/ou Psicólogo. Juntos, então, poderão iniciar o que chamamos de tratamento multidisciplinar... ”

ps: Saiba mais sobre esse assunto, lendo meu recente livro "Distúrbios de aprendizagem e de comportamento" que mostra todos os sintomas, tratamentos e outras informações úteis sobre os diversos distúrbios de aprendizagem e de comportamento, inclusive ensinando a diferenciá-los. Em linguagem acessível pode ser lido e entendido por qualquer pessoa, mesmo sendo leiga no assunto, e é também indispensável para profissionais de saúde.

( Lou de Olivier - "Biografia" - 1961/**** )
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08/Novembro/2006:

“ O PAÍS DOS CHAPÉUS ”
- ... é o que eu penso da idéia de 'universidade para todos' ... -

“ Vivia num país de céu cor de anil um rei que muito amava o seu povo. Queria que o seu povo fosse feliz. Mas o seu povo não era feliz. Não era feliz porque não era inteligente. A prova de que não era inteligente estava no fato de que aquele povo não sabia e não gostava de ler. O rei passava seus dias e noites pensando: “Que fazer para que meu povo seja inteligente?” E como ele não sabia o que fazer para que seu povo ficasse inteligente o rei ficou triste.

Viviam naquele país dois espertalhões por profissão chapeleiros. Ficaram sabendo das razões da tristeza do rei. E maquinaram um plano para ganhar dinheiro às custas da tristeza do rei. Dirigiram-se ao palácio e se anunciaram: “Fizemos doutoramentos no exterior sobre a arte de tornar o povo inteligente.” O rei ficou felicíssimo. “Por favor, expliquem-me essa ciência”, ele lhes disse.

“Majestade, o que é que torna uma pessoa inteligente?” Com essa pergunta abriram um álbum de fotografias. “Veja essas fotografias. Estão aqui as pessoas mais inteligentes da história. Em primeiro lugar Merlin, o maior dos magos. Note que ele tem um chapéu de feiticeiro na cabeça”. Viraram a página e lá estavam as fotos dos doutores de Oxford e Harvard. Todos eles de chapéu na cabeça, penduricalho pendurado ao lado. “Veja agora”, disseram eles ao virar mais uma página, “o maior general de todos os tempos, Napoleão Bonaparte. Sabe V. Excelência a razão por que ele perdeu a batalha de Waterloo? Um espião inglês infiltrado lhe roubou o chapéu. Sem chapéu ele não pode competir com Wellington, que usava chapéu. E veja agora os grandes gênios da humanidade: Sigmund Freud, Winston Churchill, Santos Dummont, todos com chapéus na cabeça.

Os chapéus dão inteligência. Propomos, então, um programa nacional: “Chapéus para todos”! Por pura coincidência somos chapeleiros e teremos prazer em ajudá-lo na sua cruzada contra a burrice. Montaremos muitas fábricas de chapéus e muitas lojas de chapéus. Todos poderão usar chapéus desde que, é claro, o governo ofereça bolsas aos pobres deschapelados”. O rei ficou entusiasmadíssimo e lançou a campanha democrática “Chapéus para todos”. Os “outdoors” se encheram de “slogans”. “É preciso usar chapéu para se ter um bom emprego”. “Prepare-se para o mercado de trabalho: use um chapéu”. “Garanta um futuro para o seu filho: dê-lhe um chapéu!”. Os pais, que queriam que seus filhos fossem inteligentes, faziam os maiores sacrifícios para lhes comprar chapéus. Havia festas para a cerimônia da “entrega dos chapéus”. Perante um auditório lotado anunciava-se o nome do jovem, o público explodia em palmas, ele se dirigia á mesa dos enchapeuzados e lá lhe era colocado um chapéu na cabeça. Os pais diziam então, aliviados: “Cumprimos a nossa missão. Nosso filho tem um chapéu. Seu futuro está garantido. Podemos morrer em paz.”

A indústria chapeleira progrediu. Até as cidades mais pobres anunciavam com orgulho: “Também temos uma fábrica de chapéus...”

Agências internacionais, sabedoras da campanha “chapéus para todos”, trataram de medir os resultados dessa técnica pedagógica. Fizeram pesquisas para avaliar o efeito dos chapéus sobre os hábitos de leitura do povo. Mas o resultado da pesquisa foi desapontador. O número de chapéus na cabeça não era proporcional ao número de livros lidos. O Rei ficou bravo. Mandou chamar os chapeleiros e pediu-lhes explicações. “Senhores, o povo continua burro. O povo não lê...” Os espertalhões não se apertaram. “Majestade, é que ainda não entramos na segunda fase do programa. Um chapéu não basta. É apenas preliminar. Sobre o chapéu preliminar as pessoas terão de usar um outro chapéu amarelo, um pós-chapéu. O rei acreditou. Tomou as providências para que todos pudessem ter pós-chapéus amarelos. Daí pra frente quem só usava o chapéu preliminar não valia nada. Pra se conseguir um emprego era necessário se apresentar usando os dois chapéus: o preliminar e o pós, amarelo. Mas nem assim o povo aprendeu a ler. O resultado das pesquisas internacionais continuou o mesmo: o povo continuava a não gostar de ler. Aí os espertalhões explicaram ao rei que faltava o chapéu que realmente importava: o chapéu vermelho. Era preciso, então, usar o chapéu preliminar, sobre ele o pós amarelo, e sobre o pós amarelo o pós vermelho.

Aquele país ficou conhecido como o país dos chapéus. Todo mundo tinha chapéu, inclusive os pobres. Os resultados da última pesquisa internacional sobre os hábitos de leitura do povo do país dos enchapelados ainda não foram anunciados. Assim, ainda não se sabe sobre o efeito dos chapéus pós vermelho sobre os hábitos alimentares da inteligência do povo.
Mas uma coisa já é bem sabida: de todos, os mais inteligentes são os chapeleiros... ”

PS: É o que eu penso da idéia de “universidade para todos”.

( Rubem Alves - "Biografia" - 1933/**** )
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A NOSSA OPINIÃO: E nós, em nome deste portal e de todas as pessoas conscientes deste país, livre-pensadores que não se vendem por um 'prato de lentilhas'... ou por chapéus... ou por pós-chapéus, sejam amarelos ou vermelhos..., assinamos entusiasmados embaixo deste texto, aplaudindo seu autor e denunciando, mais uma vez, a HIPOCRISIA reinante, desde há muito, nos desgovernos do 'reino de céu azul anil'... que gastam milhões e fazem festas imensas pelos chapéus... sem se preocuparem com as causas... e as Escolas Públicas, de primeiro e segundo graus, continuam formando e dando diplomas a semi-analfabetos... presas fáceis das 'pseudo-universidades particulares'... dos chapeleiros... onde conseguem os seus chapéus e pós-chapéus... de engenheiros, de médicos, de advogados, de contadores, ..., ..., de opss... professores... ???
(Eng. Celio Franco - Gestor do Portal NSP)

09/Novembro/2006:

“ CLIENTE: DESONESTO ATÉ QUE PROVE O CONTRÁRIO ”
- ... com base em informações e não em suposições, as empresas podem superar o medo de serem enganadas ... -

“ Um dos problemas que impede o crescimento do comércio e dos serviços no Brasil é a má fé. Não a má fé do consumidor brasileiro. A má fé das empresas que vendem produtos e prestam serviços. Para elas, todo cliente é desonesto até que prove o contrário.

Em toda minha vida de cliente e consumidora uma certeza vem crescendo cada vez mais: as empresas trabalham sempre a partir do pressuposto que eu quero passar a perna nelas. Primeiro, exigem dados completos e comprovados sobre minha pessoa, meu histórico, meus antepassados, minha vida profissional... Até para usar uma área exclusiva (e gratuita) de algum site, preciso fornecer meu CPF!

Um banco que diz entender meus costumes não importa onde eu esteja, afirmou que eu poderia fazer um cartão de crédito gratuito através da Internet. Depois de preencher um formulário com inúmeros dados pessoais, não recebi meu cartão. Ninguém me avisou, ninguém falou nada. Simplesmente nunca recebi. Liguei lá para saber. Apenas me disseram que, se eu quisesse, teria de ir até uma agência comprovar meus dados. Por quê? Porque eles não confiaram em mim. Não acreditaram no que eu falei, nem no que meu empregador falou, nem no que todas as minhas referências falaram sobre mim. Para o super banco dono da verdade, estávamos todos mentindo. Era um plano secreto, um complô, todos nós nos unimos para que eu pudesse realizar meu plano maquiavélico de conseguir um cartão de crédito sem anuidade!
Nossa, nós somos geniais. Vivemos no limiar do perigo...

Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu tratado como um criminoso, um potencial inadimplente. Nós temos que confiar 100% nas empresas que contratamos para nos prover serviços bancários, de telefonia, de seguros. Mas elas não confiam em ninguém, já de antemão. Sumiu dinheiro da sua conta? É bom você conseguir provar com a precisão dos investigadores do C.S.I. que não foi você, senão o banco não fará absolutamente nada para reaver seu dinheiro.

Utilizo um serviço de telefonia fixo que nunca me deu problema e sempre me atendeu muito bem – muito diferente da empresa campeã de reclamações no Procon. Infelizmente, porém, recentemente, deparei-me com uma situação que, baseada em meu relacionamento com a empresa, achei que seria resolvida rápida e tranqüilamente. Tratava-se, claramente, de um equívoco. Recebi uma cobrança de cerca de 75 minutos de ligações para celular realizadas do meu telefone fixo, todas nos horários em que nunca há ninguém em casa. Ligações em horário comercial – quando estamos todos fora de casa, trabalhando – e outras tantas em um sábado que passamos fora, a pelo menos 300 Km de distância da nossa casa. Não, ninguém mais tem a chave da minha casa. Não, eu não faço a menor idéia de que números de celular são aqueles que apareceram na minha conta !!!

Entrei em contato com a prestadora de serviços. Foi-me dito que as ligações foram sim realizadas do meu terminal telefônico e que o sistema daquela empresa é inequívoco, sem contar que suas linhas são ultra protegidas contra “gatos”. Por isso, para eles, a conta estava sendo cobrada corretamente e nenhum valor seria estornado. Nossa! Eu que trabalho em uma empresa de tecnologia até me espantei com a afirmação de que o sistema de telecom da Vila Global era incapaz de cometer erros. Eles realmente estão na ponta, no estado da arte. Um sistema que não comete erros... Será que o Bill Gates já ouviu falar disso?

Em seguida, fui bombardeada por afirmações vagas e incoerentes. A companhia afirmava ter um sistema à prova de falhas, mas não podia me enviar um documento afirmando isso por escrito. A atendente dizia que achava bastante improvável que alguém se daria ao trabalho de fazer um “gato” na nossa linha, altamente protegida pela super avançada tecnologia que a tal empresa detém, apenas para realizar essas poucas ligações. Por outro lado, ela parecia achar bastante provável que eu quisesse agir de má fé e ligasse para ela dizendo que não gastei o que está – segundo ela – provado no relatório da minha fatura que eu, de fato, gastei. Isto é, na opinião da empresa, ninguém seria capaz de correr o risco de fazer um “gato” em uma linha como a deles, mas eu, com meu instinto criminoso apenas esperando para aflorar, tenho todos os motivos do mundo para ligar pra eles pedindo que não cobrem míseros cinqüenta reais a mais na minha conta...

Eu dizia: é impossível que eu tenha realizado essas ligações. Você não percebe no meu histórico que eu jamais realizei essa quantidade de ligações para celular? Você acha que eu perderia meu tempo mentindo para você por causa de uma diferença de R$ 50,00 na minha fatura? Eu jamais atrasei um pagamento em minha vida. Minha conta nunca atingiu esse valor. Eu estou aqui lhe dizendo que não há possibilidade nenhuma de alguém ter utilizado meu telefone nesses dias. Eu posso provar que eu não estava na cidade. E mesmo assim você prefere acreditar que eu estou mentindo?

Sim. Mesmo assim ela preferiu crer que eu estava mentindo. Nessas horas a gente se pergunta de que vale ser honesto a vida inteira...

Situações como essa acontecem todos os dias, se não comigo ou com você, com nossos vizinhos e parentes. Isso me faz pensar que deve existir uma quantidade altíssima de clientes mentirosos e inadimplentes no Brasil. Afinal, se não houvesse, por que as empresas teriam essa postura?

Pesquisei e descobri o que já suspeitava. Sabe qual é a média de inadimplência no Brasil? Dois por cento. Isso mesmo. Apenas 2%. Isto é, de cada 100 clientes da GVT, apenas 2 não pagam. De cada 1.000, apenas 20 pessoas. Isso quer dizer que as empresas perdem tempo, gastam dinheiro e destratam 98% de seus clientes por causa de 2% da população. Vou dizer mais uma vez: as empresas preferem tratar praticamente a totalidade de seus clientes como possíveis criminosos, devido ao risco de 2% deles realmente cometerem atos de má fé.

Alguém por favor me explique que medo todo é esse de ser enganado. Nós, consumidores, claramente não temos esse medo, pois somos diariamente enganados pelas promessas de tantas empresas - “Aqui você é sempre especial. Entregamos sempre no prazo. Segurança total nas transações.” – e mesmo assim continuamos comprando.

A pergunta é, será que consumiríamos ainda mais se não fossemos tratados como mentirosos compulsivos? Eu digo que sim. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, onde empresas e clientes são maduros e não demonstram medo nas transações comerciais, as taxas de consumo são muito mais altas e o comércio apresenta um alto nível de desenvolvimento.

Aqui, porém, as empresas se parecem com adolescentes imaturos que foram magoados pela primeira vez. Bastou uma de suas namoradinhas mentir para eles e seu mundo caiu. Nunca mais viram as mulheres com os mesmos olhos e jamais as trataram com respeito novamente, sempre achando que elas seriam idênticas àquela garotinha que um dia quebrou seus corações. As empresas fazem o mesmo, mas no lugar da namorada infiel está o cliente desonesto (aquele, dentro dos 2% da população). Basicamente, se na vida pessoal os indivíduos criam barreiras psicológicas para não serem enganados, na vida corporativa, as empresas criam dispositivos de segurança, regras, prazos e multas para ameaçar clientes que possam vir a sonhar em enganar-lhes.

Sei que nossa realidade se difere da de outros países por inúmeras e complexas razões. Mas, então, sem tomar como base a experiência de outrem, sugiro duas coisas para superarmos o medo das transações comerciais: análise do comportamento do consumidor e gestão do relacionamento com clientes.

Empresas, analisem o mercado ! Estudem o perfil do seu público, os costumes, o jeito do brasileiro. Nós não somos desonestos, não somos malandros, o tal “jeitinho brasileiro” nada tem a ver com desonestidade. Antes de se debruçarem em estudos pela segurança de suas transações e para garantir a entrada das contas a receber, identifiquem até que ponto tantos subterfúgios são realmente necessários. É bom ter um plano de contingência para evitar rombos, claro. Mas não transformem a exceção em regra por falta de informação.

Uma vez li que os maiores inadimplentes estão nas classes econômicas mais altas, não nas mais baixas. Quem diria que o mais rico é um pior pagador do que reles membros do proletariado? Essa é uma prova de que sem pesquisa, sem dados, ficamos no “achismo”. E o “achismo” não é poder.

Assim, somente depois de saber efetivamente qual a faixa real de clientes que podem causar problemas, trabalhem nas maneiras de evitar atividades de má fé, investindo nisso tempo e dinheiro de forma proporcional ao risco de elas ocorrerem.

Finalmente, usem seus bancos de dados! As empresas encontram-se atualmente atoladas em dados de seus clientes que não são usados para nada. Todo mundo realiza cadastro e guarda histórico de relacionamento com clientes mas não usa isso, não transforma em informação. Tenho certeza de que um bom CRM pode apresentar dados suficientes para gerar uma tabela de probabilidades para atrasos no pagamento ou inadimplência, por tipo de cliente. Para mostrar que isso é possível, tenho um exemplo na empresa onde atuo: analisando dados dos clientes, conseguimos identificar características relacionadas aos atrasos no pagamento. Com a abordagem correta sobre as reais causas dos pagamentos atrasados, a empresa reduziu pela metade o tempo médio de atraso no recebimento, dentro de um período de seis meses.

Enfim, com base em informações e não em suposições, as empresas podem superar o medo de serem enganadas, passando a identificar as reais possibilidades de correr riscos com certos clientes e chegando até a solucionar problemas que podem ser confundidos como atos de má fé. Tomando o caminho da informação, as relações comerciais melhoram. E os 184 milhões de brasileiros honestos agradecem. ”

( Marlisi Rauth - "Biografia" - 1979/**** )
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10/Novembro/2006:

“ OS OITIS E O VERBO ESCANGALHAR... ”
- ... como árvore não grita... deve ser muito mais fácil e barato escangalhá-las ... -

“Esta história se passa numa cidade média do interior paulista, que outrora já foi conhecida como 'A Cidade Mais Limpa das Três Américas'..., que no passado já se orgulhou de possuir uma frota de transporte urbano que utilizava 100% de energia limpa (trolebus)..., que até há poucos anos era uma das poucas cidades brasileiras que não possuía dívidas..., tendo sido administrada com excelência em quase toda a sua história... quase que uma 'ilha da fantasia', no passado,...

Mas parece que em todo conto de fadas existe um vilão... e neste não poderia ser diferente...

Esta cidade possuí uma rua privilegiada, chamada Voluntários da Pátria (*), uma rua que segundo as histórias que o povo conta, já inspirou até mesmo o inesquecível membro da Academia Brasileira de Letras, COELHO NETO, que em louvor a ela teria redigido uma bela crônica, a qual não conseguimos encontrar durante este breve artigo. Uma rua alameda, margeada por magníficos OITIS levados para ali, do Rio de Janeiro, por um administrador de visão, árvores orgulho dos seus moradores que, na 'Morada do Sol', formam um verdadeiro TÚNEL VERDE - click aqui para conhecê-la -, fonte de refrigério e ar fresco para os pulmões de todos, nas tardes mais quentes... e que são muitas durante todo o ano.

Desde há muito tempo, uma das fontes da riqueza local é a cana-de-açúcar, sendo a cidade rodeada por grandes canaviais e muitas usinas. Esse é um grande paradoxo, porque a sua riqueza também é a sua agonia, submetendo seu povo a um grave problema de poluição ambiental, mormente nas épocas da safra... Nestes meses, nada melhor que a companhia das árvores de sua praças e de suas ruas, onde os OITIS sempre despontaram como um local quase que sagrado, onde se pode respirar um pouco de ar puro.

Devido à sua importância e beleza, a rua foi tombada pelo Patrimônio Histórico do município, e mesmo a poda dos oitis sempre esteve condicionada a um estilo obrigatório, para garantir a perpetuação do túnel verde que formam... ou formavam...

No passado, trazemos na memória que uma outra administração, adversária da atual, e igualmente "inimiga da natureza", destruiu as árvores de uma outra rua muito bonita, a Carlos Gomes, assim como as árvores da Praça da Igreja de Santa Cruz, tudo em nome do Progresso, palavra que para muitos loucos é empregada como sinônimo de destruição... indevidamente...

Assim como no passado, há alguns meses, observamos estupefatos a destruição de árvores centenárias na praça da igreja Matriz de São Bento desta cidade... sob a simples alegação de 'infestação por cupins' e da 'revitalização da praça'... e após o espanto inicial, observando árvores sadias tombadas, denunciamos ardorosamente o fato às autoridades, à imprensa e ao povo incauto, que como em muitas outras cidades, parece viver em estado de letargia... apático ao que ocorre à sua própria volta... Esta nossa ação parece ter salvo muitas das árvores restantes, pois segundo apuramos outras ainda seriam destruídas, e ali permanecem... mas trouxe sobre nós a ira de autoridades poderosas... pois 'interferimos' em seu 'projeto'...

Como uma nova surpresa, há algumas semanas, passamos a observar caminhões realizando 'podas' nos OITIS da Rua Voluntários da Pátria... atividade que, historicamente, sempre foi comum e executada com elevada responsabilidade e maestria pelos profissionais envolvidos, aliado ao fato de que ali funciona um Juizado de Pequenas Causas, visto ali existir um Centro Universitário bastante famoso que abriga, entre outros, até mesmo um curso de direito, existirem muitos escritórios de advogados e profissionais conceituados, incluindo a própria sede local da OAB, além de sediar, também, o Sindicato do Comércio Varejista, outrora bastante atuante... repito, devido a esta soma de fatos, a população sempre esteve tranqüila.

Mas desta vez foi diferente... munidos não sabemos com que propósitos, talvez já sob a égide de um novo 'projeto de revitalização...' (hic...) ou coisa demoníaca do gênero, patrocinados não sabemos por quem, mas com toda certeza, contando com a omissão e a conivência de muitos, inclusive das autoridades, os OITIS CENTENÁRIOS, que sempre foram um orgulho para a cidade e um dos seus mais bonitos cartões postais - CLICK AQUI -, foram, em grande parte, impiedosamente ESCANGALHADOS... Agora conhecemos o real significado deste verbo (**), pois às definições tradicionais ajuntamos uma pessoal, que julgamos ser mais específica: arrebentar, estragar, arruinar, desconjuntar... os galhos de uma árvore ou de um conjunto de árvores...

Aguardando, horrorizados, que a sociedade organizada se manifestasse, que as autoridades, políticos ou formadores de opinião se pronunciassem, visto a gravidade dos fatos, acho que nos demoramos por muito tempo até decidirmos tomar, mais uma vez, a decisão de nos batermos contra este crime... e isso quando, após o último feriado prolongado, vimos uma NOVA PODA, desta feita, segundo nos foi informado, por conta da companhia de energia elétrica - empresa privada -, que escangalhou ainda mais as já sofridas árvores, em várias quadras, agora sob a falsa alegação do perigo com os fios de alta tensão. Essa foi a gota d'água, pois uma desculpa como essa dada a um engenheiro elétrico-eletrônico é o fim da picada... Por mais de uma centena de anos houve uma convivência pacífica entre os fios e os oitis... se hoje existe um problema de isolação - talvez devido a cabos antigos -, este deve ser tratado, e existem muitas maneiras técnicas para isso... Mas como árvore NÃO GRITA... deve ser muito mais fácil e barato escangalhá-las...

Na data de 06 de Novembro denunciamos o fato à Polícia Militar Ambiental - denúncia esta protocolada sob número 5341 -, solicitando urgente averiguação dos atos praticados e punição severa e exemplar dos culpados, incluindo as autoridades 'competentes'... mas fomos informados de que o prazo para visita pode variar entre 20 e 30 dias...

Outrossim, continuamos a ver um "caminhão de poda" durante os dias subseqüentes..., desta feita, ao que nos pareceu, escangalhando os galhos que pendiam em direção aos telhados de algumas casas, talvez atendendo ao apelo de seus moradores, inimigos das árvores, somente porque elas os obrigam a contratar, periodicamente, um profissional para a limpeza das calhas nos seus telhados... - essa suposição nos foi confirmada por algumas pessoas com as quais conversamos no local -... Na nossa opinião, quem não gosta de árvores tem todo o direito de VENDER os seus imóveis e se mudar para bem longe delas... evitando tantas despesas com a limpeza das calhas...

Devido a isso, na data de 09 de Novembro de 2006, protocolamos uma outra denúncia junto ao MP, Promotoria de Justiça local - denúncia Nº 828 - 13:32h -, solicitando urgentes providências para o embargo de novos escangalhamentos, além da pronta apuração dos fatos com uma punição severa e exemplar de todos os envolvidos, principalmente as autoridades e empresas responsáveis...

Como nos referimos na última denúncia, vivemos o ANO INTERNACIONAL DOS DESERTOS E DA DESERTIFICAÇÃO, quando vemos os grandes esforços da ONU para a sensibilização dos povos no combate a este gravíssimo flagelo que assola a humanidade... E no limiar do terceiro milênio, num país chamado BRASIL, bonito por natureza, bendito pelas mãos divinas..., numa bela cidade do interior de um dos mais ricos estados desta nação... assistimos a tal espetáculo insano, inimaginável para qualquer ser medianamente pensante... Esperaremos os resultados das denúncias e voltaremos a nos manifestar sobre o assunto, porque muito embora sendo localizado, entendemos que possa servir como alerta a todos os cidadãos, de todas as cidades brasileiras ou de qualquer outro país do mundo.

Devemos ter a coragem de enfrentar as autoridades constituídas, SIM, quando essas autoridades se omitem ou são coniventes com quaisquer práticas antiéticas ou imorais, no caso um crime ambiental... sejam os seus argumentos quais forem... principalmente o mais utilizado por 'autoridades' - em nome do PROGRESSO -, porque o progresso real e benéfico não pode ser construído mediante a prática de crimes, mormente contra a natureza... OS FINS NÃO JUSTIFICAM OS MEIOS !!! ”

(*) Matéria que consta na página GUIA TURÍSTICO - ARARAQUARA - PONTOS TURÍSTICOS: " a rua Voluntários da Pátria, uma das mais antigas, é uma homenagem aos 30 combatentes de Araraquara que participaram da guerra do Paraguai. Ela é quase totalmente arborizada, sendo que o trecho entre a Av. Djalma Dutra e a Av. José Bonifácio (conhecida como túnel verde) foi tombado pelo Patrimônio Histórico do Município. Foi o Prefeito Major Dario de Carvalho, filho de Antonio Joaquim de Carvalho, que, em torno de 1910, mandou vir do Rio de Janeiro 400 Oitis que foram plantados nas ruas 3 e 5. Os Oitis nessa rua devem seguir um estilo de poda obrigatório para manter o túnel verde que formam. Também deverá ser mantido o calçamento de paralelepípedos que se tornaram famosos... "

(**) Verbete: escangalhar [De es- + cangalho1 + -ar2.] V. t. d. (1) Desarranjar, desconjuntar, arrebentar:
(2) Estragar, arruinar, destruir: V. p. (3) Desarranjar-se, desconjuntar-se; romper-se. (4) Rir muito, descompostamente.

( Eng. Celio Franco - "Biografia" - 1959/**** )
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A SUA OPINIÃO:

(1) Prezado Celio:

É triste ver esse tipo de agressão ao ambiente. O que mais impressiona é que as próprias pessoas que vivem no local, se beneficiando da qualidade do ar ali, são coniventes com esse crime. Espero que as autoridades a quem compete a defesa do ambiente atendam prontamente o seu pedido.
Paulo Marcos Simões - Pindamonhangaba - SP

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(2) Eu gostaria muito de poder escangalhar a soberba em relação à vida, por isso levando em conta a importante reflexão intitulada “OS OITIS E O VERBO ESCANGALHAR...”, envio outra, onde na mesma data 06 de novembro de 2006, participei de momento sublime na minha vida. Esse momento, eu gostaria de compartilhar com outros, pois na verdade escangalhei de alegria, por se tratar da possível preservação dos fatores que interagem entre si e possibilitam a preservação da vida:

VEJA A ÍNTEGRA DESSA E DEMAIS OPINIÕES - CLICK AQUI

13/Novembro/2006:

“ ESTEJAMOS CONTENTES ”
- Fonte Viva: "Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes" - (Paulo, I-Timóteo, 6:8)

“ O monopolizador de trigo não poderá abastecer-se à mesa senão de algumas fatias de pão, para saciar as exigências da sua fome. O proprietário da fábrica de tecidos não despenderá senão alguns metros de pano para a confecção de um costume, destinado ao próprio uso.

Ninguém deve alimentar-se ou vestir-se pelos padrões da gula e da vaidade, mas sim, de conformidade com os princípios que regem a vida em seus fundamentos naturais. Por que esperas o banquete, a fim de ofereceres algumas migalhas ao companheiro que passa faminto? Por que reclamas um tesouro de moedas na retaguarda, para seres útil ao necessitado?

A caridade não depende da bolsa. É fonte nascida no coração.

É sempre respeitável o desejo de algo possuir no mealheiro para socorro do próximo ou de si mesmo, nos dias de borrasca e insegurança, entretanto, é deplorável a subordinação da prática do bem ao cofre recheado.

Descerra, antes de tudo, as portas da tua alma e deixa que o teu sentimento fulgure para todos, a maneira de um astro cujos raios iluminem, balsamizem, alimentem e aqueçam...

A chuva, derramando-se em gotas, fertiliza o solo e sustenta bilhões de vidas.

Dividamos o pouco, e a insignificância da boa-vontade, amparada pelo amor, se converterá com o tempo em prosperidade comum.

Algumas sementes, atendidas com carinho, no curso dos anos, podem dominar glebas imensas.

Estejamos alegres e auxiliemos a todos os que nos partilhem a marcha, porque, segundo a sábia palavra do apóstolo, se possuímos a graça de contar com o pão e com o agasalho para cada dia, cabe-nos a obrigação de viver e servir em paz e contentamento. ”

( Chico Xavier / Emmanuel - "Biografia" - 1910/2002 )
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14/Novembro/2006:

“ ANALISANDO AS TRADUÇÕES BÍBLICAS - 1”
- Prefácio - 2001 -

“ Toda pessoa vem ao mundo com uma meta específica que deve alcançar em sua vida.
Se o homem não terminar sua missão, voltará em outra encarnação.
Como não sabemos exatamente qual a meta de cada um,
nos guiamos pelo objetivo comum a todos que é fazer o bem através de Torá e Mitsvôt.
Esta é a missão que cabe a todos os Iehudim,
e devemos nos esforçar ao máximo para cumpri-la da melhor forma.

(Rabino Raphael Shammah)

“ Pela primeira vez vejo uma obra na área cristã dedicada a Reencarnação na Bíblia (sempre que eu usar um termo hebraico no sentido judaico, deixo-o sociologicamente no original; quando uso no sentido ocidental, traduzo para a forma grecogênica usual no Ocidente. Os judeus não gostam de usar termos traduzidos para o que é seu, sempre usando os termos originais), talvez até por desinformação minha, pois a impressão que me ficava do Espiritismo, através do que eu ouvia de muitos dos seus doutrinadores, era que os Espíritas tinham certa aversão ao texto do livro Sagrado, considerando-o mais como folclore, dedicando-se, por outro lado, quase que inteiramente aos livros de Allan Kardec e congêneres. Certamente eu estava muito mal informado. Do lado Protestante ou Católico é notória suas condenações a tudo que se refere à Reencarnação, incorporações, obsessões, chagando os primeiros a atribuir tudo ao demônio.

Muitos sabem que a Reencarnação faz parte das crenças Hinduísta, Budista e de outras religiões orientais ou antigas, o mesmo ocorrendo entre muitos 'povos primitivos'. Na Religião Drusa (que já está próxima do Judaísmo) a Reencarnação é crença fundamental.

Quando morre um druso, seus parentes deixam passar alguns anos na espera de sua reencarnação, depois começam a procurar um(a) jovem que, à base das 'memórias de sua vida anterior' possa ser a reencarnação do parente desaparecido. Isto se torna verdadeira obsessão para os drusos que, quando identificam em alguém a reencarnação do falecido, passam a considerá-lo seu parente, membro de sua família. Isto, pelo menos, contribui para a coesão do grupo étnico-religioso druso numa grande família, o que é muito importante para a sobrevivência dos drusos, um grupo secularmente perseguido pelos muçulmanos (turcos e árabes) no Oriente Médio. Mas, quem conhece os drusos aqui no Ocidente ?

Todavia, pouquíssimas pessoas sabem que a Reencarnação é, antes de tudo, crença judaica: e se estão no Judaísmo teria que estar no Tanách (não custa lembrar que nunca houve um só Judaísmo, monolítico, nem no passado distante, nem hoje. Aqui nos referimos especialmente às correntes ortodoxas e cabalísticas).

Essa insapiência do grande público não é de se admirar, considerando quão pouco o gentio (mesmo o intelectual) sabe a respeito dos judeus e do Judaísmo. Eu aconselharia o leitor, na impossibilidade de ler o 'Zôhar' e outras obras cabalísticas, que pelo menos lesse 'O Dibuk' de An. Ski (Editora Perspectiva, São Paulo).

A iniciativa do Dr. Severino Celestino da Silva é importantíssima porquanto mostra que todas as Verdades estão no Tanách, bastando, para Vê-las, lê-lo no Hebraico original e com o espírito semítico em que foram escritos, jamais com a óptica greco-romana.

Quando o Cristianismo, ainda como seita judaica (a palavra hebraica 'Dérech', que foi traduzida em Atos, como 'caminho', significa 'interpretação', 'seita'), se expandiu, era de se esperar que semitizasse, judaizasse, o mundo greco-romano. Mas não foi o que aconteceu. Na realidade, ao se traduzir o Tanách originando a Bíblia que o Ocidente conhece, conceitos semíticos incompreensíveis para gregos e romanos (hindo-europeus) ou até opostos às concepções helênicas, foram adaptados a conceitos heleno-latinos, nem sempre exatos, para que as sociedades neo-cristãs pudessem entendê-los, embora com o sacrifício do sentido original.

Hoje sabemos que termos sociológicos não se traduzem, porque refletem conceitos próprios desta ou daquela Cultura e sociedade, inexistentes naquela para a qual se está traduzindo.

Mas isto é um conceito moderno, não era assim que pensava um grego: tudo tinha que ser expresso em grego, 'traduzido' inteiramente ao pensamento grego, ao risco de a 'tradução' não conferir com o original (mas conferiria com a cabeça de um grego). Vamos dar um exemplo: Se eu estivesse traduzindo um texto japonês em que se falasse de 'Godzila', se eu fosse um grego antigo raciocinaria: Um brasileiro comum não entenderá o que seja 'Godzila'; então eu 'traduziria' para 'mula sem cabeça'.

O brasileiro comum entenderia a 'tradução', mas isso seria qualquer coisa, mas não uma tradução fiel, seria uma 'traição' ao original.

Assim, quando eu leio certos trechos na Bíblia, eles me soam estranhos, diferentes daquilo que, como judeu, semiticamente, leio no Tanách original. As palavras estão ali, mas o significado profundo é diferente (sem contar as omissões e interpolações que diferenciam o original hebraico do das traduções), porque no Tanách eu leio com cabeça judaica, semítica.

Vejamos alguns pontos, só para exemplificar:

(a) Quando o Tanách fala em 'Adam', no início do livro Bereshit, eu entendo que DEUS fez o 'ser humano' (Adam= ser humano), não importa quantos ou onde colocou cada um, jamais como nome próprio de um só homem. E na palavra 'Hava' eu entendo 'Vida', jamais o nome próprio de uma mulher, o que semiticamente (Eva) não me faz sentido.

(b) Quando o Tanách fala em 'Málach' - Anjo, a imagem que me vem semiticamente é a de um homem adulto, barbudo, vestido com roupas iguais às de qualquer homem da época (tanto que Avraham, a princípio, não os reconheceu como tais), jamais como um adolescente imberbe, com asas às costas, vestido de camisolão branco, como se acabasse de baixar do Olimpo, na imagem que o Ocidente preservou, absolutamente grega e nada judaica.

(c) Quando um judeu fala em 'Shabat', está falando de algo diferente do sábado, como as pessoas comuns entendem este termo.

(d) Quando eu falo em 'Pêssach', estou me referindo a uma Festa e cerimônia que nada tem a ver com a Páscoa, como os cristãos a entendem.

(e) Quando falamos em 'Roshe haShaná', estamos nos referindo a algo absolutamente diferente daquilo que o gentio entendo por 'Ano Novo', seja como data, seja como cerimonial, seja como significado.

E assim por diante...

Por tudo isto houve necessidade de esclarecer: 'Páscoa judaica', 'Ano Novo judaico', etc. Ora, é no mínimo ilógico que se absolutize a cópia e adjetive o original.

O trabalho do Dr. Severino Celestino é mais relevante ainda porque não parte simplesmente de uma tradução eivada de defeitos, mas ele vai ao original de cada citação, sem preconceitos, transcrevendo o texto original em hebraico, sua transliteração (para quem não sabe hebraico, lê-lo), analisando palavra por palavra, para retirar o véu lançado pelas antigas e modernas 'traições' greco-romanóides, deixando à luz meridiana o sentido do texto hebraico.

É um trabalho original, de fôlego, com muita força analítica, que precisaria estar em todas as livrarias, ao alcance de todos os que querem conhecer o que o Tanách diz sobre a Reencarnação.

A Bibliografia brasileira sai bastante enriquecida com obra tão incomum. ”

nota: TANÁCH (bíblia hebraica original - o Velho Testamento)

Avraham Avdan Ben-Avraham Corrêa: professor de hebraico, fundador e Diretor do Curso de hebraico Prof. David José Perez, em Niterói-RJ.

( Avraham Avdan Ben-Avraham Corrêa - "Analisando as Traduções Bíblicas" - ****/**** )
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16/Novembro/2006:

“ DIA INTERNACIONAL DA TOLERÂNCIA ”
- 16 de Novembro -

“ A condição humana caracterizou-se sempre pela diversidade. No entanto, lamentavelmente, a aceitação dessa diversidade por parte da humanidade tem sido difícil. A intolerância em relação ao “outro” continua a causar, dia após dia, grande sofrimento.

Por esta razão, a luta contra a intolerância sob todas as suas formas constitui, desde há 60 anos, um aspecto fundamental das atividades das Nações Unidas. Mas nunca na história da Organização a tolerância foi tão necessária como hoje. Num mundo marcado por uma concorrência econômica intensa, por movimentos de população e pelas distâncias cada vez mais pequenas, viver com pessoas de culturas e crenças diferentes cria tensões bastante reais. A escalada da xenofobia e do extremismo em todo o mundo prova-o de uma maneira evidente e exige de nós uma reação enérgica.

A criação de uma cultura de tolerância constitui um primeiro passo importante. Uma tal cultura deve assentar no reforço da proteção jurídica e da educação. Mas a iniciativa individual também é necessária. A tolerância não pode significar uma aceitação passiva das supostas peculiaridades dos outros. Exige de todos nós um esforço ativo no sentido de nos conhecermos melhor, de compreendermos a origem das nossas diferenças e de descobrirmos o que há de melhor nas crenças e tradições dos outros. Só por meio deste processo de descoberta poderemos compreender que o que nos une como seres humanos é muito mais forte do que aquilo que nos separa.

Se quisermos conseguir a paz neste século recém-iniciado, devemos começar por nos respeitar mutuamente desde hoje, reconhecendo que cada um de nós tem o direito de definir a sua identidade e de adotar a crença e a cultura que desejar, compreendendo que podemos amar o que somos sem odiar o que não somos.

No documento final da recente Cúpula Mundial das Nações Unidas, os governos de todos os países declararam: “reconhecemos que todas as culturas e civilizações contribuem para o enriquecimento da humanidade. Consideramos também que é importante compreender e respeitar a diversidade religiosa e cultural em todo o mundo. Para promover a paz e a segurança internacionais, comprometemo-nos a incentivar a tolerância, o respeito, o diálogo e a cooperação entre as diferentes culturas, civilizações e populações”.

Neste Dia Internacional da Tolerância, comprometamo-nos a tornar realidade estas palavras, celebrando a nossa diversidade, aprendendo com as nossas diferenças e utilizando-as para fortalecer os laços que nos unem como seres humanos.

( Kofi Annan - "Biografia" - 1938/**** )
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A SUA OPINIÃO:

16/11/2006
Tolerância!
Quando os seres humanos racionais serão revestidos dessa qualidade?
Pergunte ao mundo e a resposta será? Nunca.
Os interesses, o egoísmo e a covardia tomaram conta dos seres humanos. Não há volta para corrigir pessoas que não estão preocupadadas com o mundo e com os demais. Elas estão única e exclusivamente determinadas com os seus interesses. Portanto, o que esperar da sociedade?
Jesus, foi o único que tolerou tudo para nos livrar dos pecados, depois de 2000 anos, como estamos?
Triste situação, o ser humano terá que passar por experiências de sofrimento e de dor para regastar os verdadeiros valores da vida.
É preciso uma renovação de consciência e de valores, para que a sociedade seja única, participativa, humilde e, principalmente, tolerante !

Claudio P. Freire

17/Novembro/2006:

“ SOBRE O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA ”
- O Estado de São Paulo - 23/Nov/2002 -

“ Comemora-se aqui no Rio - hoje, 20 de novembro, dia em que escrevo estas linhas - um feriado em homenagem a Zumbi dos Palmares, feriado que se passou a chamar, Dia da Consciência Negra.

O assunto é delicado; em questão de raça, deve-se tocar nela com dedos de veludo. Pode ser que eu esteja errada, mas parece que no tema de raça, racismo, negritude, branquitude, nós caímos em preconceito igual ao dos racistas. O europeu colonizador tem - ou tinha - uma lei: teve uma parte de sangue negro - é negro. Por pequena que seja a gota de sangue negro no indivíduo, polui-se a nobre linfa ariana, e o portador da mistura é "declarado negro". E os mestiços aceitam a definição e - meiões, quarteirões, octorões - se dizem altivamente "negros", quando isso não é verdade. Ao se afirmar "negro" o mestiço faz bonito, pois assume no total a cor que o branco despreza. Mas ao mesmo tempo está assumindo também o preconceito do branco contra o mestiço. Vira racista, porque, dizendo-se negro, renega a sua condição de mulato, mestiço, half-breed, meia casta, marabá, desprezados pela branquidade. Aliás, é geral no mundo a noção exacerbada de raça, que não afeta só os brancos, mas os amarelos, vermelhos, negros; todos desprezam o meia casta, exemplo vivo da infração à lei tribal.

Eu acho que um povo mestiço, como nós, deveria assumir tranqüilamente essa sua condição de mestiço; em vez de se dizer negro por bravata, por desafio - o que é bonito, sinal de orgulho, mas sinal de preconceito também. Os campeões nossos da negritude, todos eles, se dizem simplesmente negros.

Acham feio, quem sabe até humilhante, se declararem mestiços, ou meio brancos, como na verdade o são. "Black is beautiful" eu também acho. Mas mulato é lindo também, seja qual for a dose da sua mistura de raça. Houve um tempo, antes de se desenvolver no mundo a reação anti-racista, em que até se fazia aqui no Rio o concurso "rainha das mulatas". Mas a distinção só valia para a mulata jovem e bela. Preconceito também e dos péssimos, pois a mulata só era valorizada como objeto sexual, capaz de satisfazer a consciência dos homens.

A gente não pode se deixar cair nessa armadilha dos brancos. A gente tem de assumir a nossa mulataria. Qual brasileiro pode jurar que tem sangue "puro" nas veias, - branco, negro, árabe, japonês?

Vejam a lição de Gilberto Freyre, tão bonita. Nós todos somos mestiços, mulatos, morenos, em dosagens várias. Os casos de branco puro são exceção (como os de índios puros - tais os remanescentes de tribos que certos antropólogos querem manter isolados, geneticamente puros - fósseis vivos - para eles estudarem...) Não vale indagar se a nossa avó chegou aqui de caravela ou de navio negreiro, se nasceu em taba de índio ou na casa-grande.

Todas elas somos nós, qualquer procedência Tudo é brasileiro. Quando uma amiga minha, doutora, participante ilustre de um congresso médico, me declarou orgulhosa "eu sou negra" - não resisti e perguntei: "Por que você tem vergonha de ser mulata?" Ela quase se zangou. Mas quem tinha razão era eu. Na paixão da luta contra a estupidez dos brancos, os mestiços caem justamente na posição que o branco prega: negro de um lado, branco do outro.

Teve uma gota de sangue africano é negro - mas tendo uma gota de sangue branco será declarado branco? Não é.

Ah, meus irmãos, pensem bem. Mulata, mulato também são bonitos e quanto! E nós todos somos mesmo mestiços, com muita honra, ou morenos, como o queria o grande Freyre. Raça morena, estamos apurando. Daqui a 500 anos será reconhecida como "zootecnicamente pura" tal como se diz de bois e de cavalos. Se é assim que eles gostam! ”

( Rachel de Queiroz - "Biografia" - 1910/**** )
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A NOSSA OPINIÃO:

Muito diferente de outros países, o BRASIL não é uma terra de brancos, negros, amarelos ou vermelhos, mas um país abençoado nesse mister, totalmente MESTIÇO !!! A miscigenação racial aqui ocorreu como em nenhum outro lugar, demonstrando que, na prática, embora subsistam alguns preconceitos, isso de há muito não está na pauta do dia... Devido a isso, somos a favor da IGUALDADE de direitos e deveres, presente na CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA, e CONTRA todos esses projetos e associações que visam fazer recrudescer no BRASIL, a chaga racista, desrespeitando a lei máxima deste país !!! Somos contra quaisquer benefícios ou malefícios que se utilizem da COR DA PELE para distinguir pessoas, porque entendemos que esses milímetros de pele que ditam a sua cor, não são e nunca serão um fator de distinção entre seres humanos, que devem ser avaliados por outros caracteres, sociais, morais, psicológicos, intelectuais ou físicos, que possam atestar a sua real competência para cada área da atividade humana.
(Eng. Celio Franco - Gestor do Portal NSP)

A SUA OPINIÃO:

Sobre o feriado de 20 de novembro - Dia da Consciência Negra - concordo com sua opinião, Celio. A cor da pele não deve ser mote para se criar feriados, privilégios, etc.. Todos somos iguais perante Deus e perante a Justiça. A questão do racismo é delicada e há que se ter muito tato ao lidar c/ esse assunto. Eu não sou da raça negra mas bem que poderia ter nascido c/ essa cor de pele.

O racismo no Brasil se deve a questões culturais, arraigadas em nosso povo mais antigo, desde os tempos do Império. Esse preconceito foi e continua a ser diluído com o passar dos anos e à medida em que todos participamos em todos os níveis da economia, da produção, das artes, das ciências, enfim de todos os setores, independente da raça. Somos testemunhas disso: em nossa geração mesmo podemos nos lembrar de como os indivíduos negros eram tratados, de forma pejorativa, há 20 ou 30 anos atrás e como essa atitude foi mudando até os dias de hoje. Não precisou nenhum feriado para isso acontecer. Foi pela própria imposição causada pela gradativa inserção do negro na sociedade e economia.

Agora, a questão de se criar mais um feriado, acho que é demagogia. O Dia do Índio - 19 de abril - instituído em 1943 por Getúlio, nunca foi feriado. Pela isonomia da Lei, também deveria a passar a ser.

Só para ilustrar, estou inserindo abaixo 2 textos interessantes sobre essas datas:

"O Dia da Consciência Negra é um dia celebrado no Brasil, dedicado a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1534).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência no 20 de novembro são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1970, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.

A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra."

Fonte: Wikipédia

Dia do Índio


"A música de Jorge Benjor diz que "todo dia era dia de índio", lembrando que os índios que viviam no Brasil eram donos da terra quando ele foi descoberto. Mas em outra estrofe, Benjor lembra que "agora ele só tem o dia 19 de abril". Em 1940, no México, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, com a presença de diversos países da América e os índios, tema central do evento, também foram convidados. Como estavam habituados a perseguições e outros tipos de desrespeito, preferiram manter-se afastados e não aceitaram o convite. Dias depois, após refletirem sobre a importância do Congresso na luta pela garantia de seus direitos, os índios decidiram comparecer. Essa data, 19 de abril, por sua importância histórica, passou a ser o Dia do Índio, em todo o continente americano.
No Brasil, o então presidente Getúlio Vargas assinou o decreto nº 5.540, em 1943, determinando que o Brasil, a exemplo dos outros países da América, comemorasse o Dia do Índio em 19 de abril.

fonte: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/indio/home.html

(Paulo Marcos Simões - Pindamonhangaba-SP)

20/Novembro/2006:

“ QUEIRAM OU NÃO, FOI SUICÍDIO ”
- ... as jovens precisam acordar para o bom senso e se libertarem dessa estúpida burrice... -

“A imprensa dedica grande espaço do seu noticiário à morte da modelo Ana Carolina Reston Macan, jovem de 21 anos que morreu ontem vítima de anorexia nervosa, depois que o seu quadro se agravou e evoluiu para uma infecção generalizada. Carolina tinha cerca de 40 quilos e 1,74m de altura e foi internada em 25 de outubro com insuficiência renal. O já esquelético corpo que ela usou foi enterrado no cemitério de Pirapora do Bom Jesus, na Grande São Paulo.

Está todo mundo morrendo de pena, o que é natural, haja vista a sensibilidade humana das pessoas que não desejam o mal para o seu semelhante, lamentações de todos os lados e os costumeiros “coitadinha”, “que pena”, “uma menina tão nova...”.

Observamos manifestações de grupos procurando culpados pela morte da jovem, outros envolvendo advogados em busca de moverem processos judiciais contra A ou B, acusações de que ela fora assassinada pelos organizadores dos seus eventos profissionais... enfim, culpam-se a todos, menos à própria “vítima”.

Desculpem-me caros leitores, mas na minha luta contra a demagogia e a hipocrisia não posso me calar diante de um episódio deste. A moça não foi assassinada por ninguém não, ela foi morta pela sua própria inconseqüência. Não foi forçada por ninguém a optar por aquilo, não era uma alienada mental nem desprovida total de raciocínio.

Assisti a longa entrevista dada pela mãe da jovem ao jornalista Roberto Cabrini, da Bandeirantes, fiquei com muita pena daquela senhora, peço que também ela me desculpe, mas a sua filha morreu porque foi burra.

Gente! Este problema é sério demais! Depois do “sucesso” da Gisele Bünchen, ganhando milhões de dólares, transformando-se em celebridade mundial, namorando o Leonardo de Caprio, aquela “formosura” aos olhos da mulherada jovem, milhões de adolescentes se entregam às mais estúpidas loucuras em busca desse caminho, arriscando à própria vida, sem que os próprios pais consigam controlá-las.

Que diabo de maluquice é essa?

Curiosamente eu já perguntei a vários homens, de várias idades, inclusive a rapazes adolescentes, se eles apreciam mulheres esqueléticas daquele tipo e, quase unanimemente, ninguém aprova aquele tipo de corpo...

Quem foi o desequilibrado e perturbado, líder da moda mundial, que inventou que par