PENSAMENTO DO DIA
PENSAMENTOS e FILOSOFIA

JULHO de 2005


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01/Julho/2005:

“ O LEMA E A LOGO DE ROTARY EM 2005/06 ”

“ Eu gostaria de ser moderno. Eu gostaria também de poder reciclar e de promover a continuidade, conseqüentemente, escolhi o melhor lema já criado pelo Rotary International, todavia, um que não se encontra entre os lemas de R.I.: 'Dar de Si Antes de Pensar em Si'.

Em nossos esforços para trabalhar por um mundo melhor, neste segundo século de existência, nós necessitamos seguir uma estrela guia, um lema que nós possamos fixar: 'Dar de Si Antes de Pensar em Si'.
Por todos esses anos nós tivemos muitos lemas diferentes, entre os quais 'Celebremos Rotary' e 'Dê a Mão ao Próximo', somente para mencionar alguns deles. Cada um foi perfeito para o seu tempo.

Para logomarca da gestão 2005-06, reciclando novamente, escolhi algo simples e familiar no mundo rotário, a melhor logomarca já criada para o Rotary International e nossa marca registrada:
a Roda Denteada de Rotary. ”

( Carl-Wilhelm Stenhammar - Biografia - Pres. 2005/06 de R.I. )
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04/Julho/2005:

“ SUPERANDO AS ALGEMAS DA EMOÇÃO ”
Livro Harry Potter na Vida Real
- Capítulo 6 - Parte 01 -

“ 'Modificar a história não é modificar apenas um feito. É anular as suas conseqüências, que tendem a ser infinitas...' ( Jorge Luiz Borges )

Marcos não tinha grandes motivos para ter conflitos, sua família tinha um bom nível financeiro, seus pais eram cultos e amorosos. Marcos era sociável e possuía vários amigos, nunca fora abandonado, agredido ou sofrera alguma doença física grave, portanto, tinha tudo para ser um jovem feliz e saudável. Ninguém poderia imaginar que ele desceria ao último grau da miséria e do sofrimento humano.

Seus pais e irmãos gostavam de festas, mas ele era isolado, raramente fazia programa com eles. Tinha um comportamento auto-suficiente, não suportava que ninguém lhe apontasse um erro ou lhe desse um conselho. Queria liberdade total e dizia freqüentemente: 'Eu sei me cuidar'.

Aos 13 anos, brigou com a irmã porque ela namorava um rapaz que usava maconha. O atrito foi feio, disse a ela: 'Não quero que você namore um drogado'. Quem observava a rigidez e agressividade de Marcos, poderia apostar que ele nunca usaria drogas.

Entretanto, Marcos não era muito seguro, seus amigos exerciam uma influência muito grande sobre ele. Além disso, não tinha metas na vida, não se preocupava com seu futuro. Não sonhava em ser um médico, um advogado, um engenheiro, um cientista, um empresário ou um trabalhador que construísse com dignidade a sua vida. Como a maioria dos jovens, vivia sem um projeto de vida, vivia porque estava vivo.

Certa vez, numa festa, alguns amigos ofereceram-lhe maconha... ele rejeitou, mas o maior teste sempre está na segunda ou terceira vez. Em outra oportunidade, os amigos insistiram e o gozaram, dizendo: 'Vejam o caretão da mamãe !'.

Envergonhado, e já alcoolizado pelas cervejas que tinha tomado, ele cedeu, pois queria ser aceito pelo grupo. Aí mora o perigo !!! Resolveu, então, dar uma tragada, mas disse consigo: 'Será só dessa vez'. Porém, como freqüentemente acontece, a primeira vez abriu as portas para a segunda e para a terceira vez... Após dois meses, fumar maconha passou a ser normal, mas dizia: 'Eu fumo só de vez em quando'.

Começou a fumar aquilo que aparentemente detestava. Todos os conselhos dos seus pais e dos seus professores caíram por terra diante da influência dos amigos. Não havia traficante na parada, mas sim o medo de sentir-se rejeitado. Como todo usuário de droga, nunca pensou que ficaria dependente, queria só curtir o momento. (...) ”

( Dr. Augusto Jorge Cury - Biografia - 1958/*** )
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05/Julho/2005:

“ SUPERANDO AS ALGEMAS DA EMOÇÃO ”
Livro Harry Potter na Vida Real
- Capítulo 6 - Parte 02 - Ver Início

“ (...) É sempre assim, o filme não muda, tudo começa lentamente. É como nadar em alto mar a partir das ondas da praia: cada vez mais as ondas levam o banhista, suavemente, para mais longe. De repente, descobre-se que se está muito distante da praia... então, vem o sufoco !

Marcos começou a usar um baseado, cigarro de maconha, todos os finais de semana. Depois de seis meses, começou a usá-lo no meio da semana. Quando um amigo o contestava, para aliviar sua consciência, ele dava a velha desculpa: 'O cigarro causa mais prejuízo do que a maconha e é liberado'.

Marcos cometeu um grave erro: tentava justificar o uso de uma droga por outra. O cigarro é socialmente aceito e comercialmente livre, mas é uma droga. A medicina estudou muito mais os efeitos do cigarro do que os da maconha, por ser ele usado largamente em todo o mundo. A medicina acompanhou a vida de médicos fumantes, na Inglaterra, por décadas. Através dessa e de inúmeras outras pesquisas produzidas por milhares de cientistas, sabemos que o cigarro é uma das piores drogas que o homem já conheceu.

Sabe-se que ele causa diversos tipos de câncer: na boca, na garganta, nos pulmões. Milhares de pessoas morrem, diariamente, devido às conseqüências do cigarro; enquanto você está lendo este livro, morrem várias pessoas por causa dele. Além do câncer, o cigarro provoca inúmeros outros transtornos: ele produz doenças respiratórias graves, como o enfisema pulmonar. Quem tem enfisema vive miseravelmente, clama pelo ar, mas ele não entra em sua corrente sanguínea. Por quê ? Devido à destruição das células dos pulmões.

E a maconha ? Sabemos que ela prejudica seriamente a saúde, mas como foi estudada bem menos do que o cigarro, muitos dos seus efeitos permanecem desconhecidos.

De qualquer forma, já sabemos que alguns efeitos da maconha são muito prejudiciais: ela abaixa a imunidade, a defesa do organismo, facilitando as infecções, impregna no cérebro e diminui a concentração e o registro da memória e, principalmente, controla e aprisiona a motivação humana. O que significa isso ? Vejamos.

Existe um nome esquisito chamado tetrahidrocanabiol. Esse nome representa a substância ativa da maconha que atua no cérebro. Devido ao forte poder tranqüilizante dessa substância, a maioria das pessoas que usa maconha vai, ao longo dos anos, perdendo a motivação para estudar, trabalhar e correr atrás dos seus sonhos e projetos de vida.

Infelizmente, por desconhecimento, raramente alguém comenta que o maior prejuízo da maconha é a destruição do ânimo, da garra, da capacidade de lutar de uma pessoa. (...) ”

( Dr. Augusto Jorge Cury - Biografia - 1958/*** )
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06/Julho/2005:

“ SUPERANDO AS ALGEMAS DA EMOÇÃO ”
Livro Harry Potter na Vida Real
- Capítulo 6 - Parte 03 - Ver Início

“ (...) Marcos começou a fumar maconha todos os dias, perdeu o ânimo para fazer programas saudáveis e faltava muito às aulas.

Jamais pensou em usar cocaína; um dia, lhe ofereceram um papelote, ele recusou: 'Cocaína, nem pensar'. Em um outro ambiente, alguns colegas novamente insistiram. Como tinha fumado maconha e bebido algumas doses de uísque naquela noite, resolveu experimentar. Usou a primeira, a segunda, a terceira vez... em dois anos, entrou de cabeça. Sua vida social tornou-se péssima.

Não estudava, dormia até tarde, não lia um livro, não fazia uma nova amizade. Brigava todos os dias com seus pais; eles choravam freqüentemente, mas as lágrimas deles não o comoviam. Queriam que ele se tratasse mas, como muitos usuários de cocaína, achava que não era dependente.

A cocaína, diferente da heroína, não causa dependência física, mas apenas psicológica. Um jovem dependente de heroína é humilde, pois, em uma semana, sente os efeitos da dependência no organismo: dores musculares intensas, vômitos, febre, convulsões. Por isso, ele procura ajuda facilmente.

Um jovem que usa cocaína, pelo fato de não ter dependência física, é mais orgulhoso. Poucas vezes acha que está dependente; ele para de usar dois ou três dias, sem problemas. De repente, sente os sinais da dependência psíquica: angústia, ansiedade, irritação, depressão. Mas, raramente, reconhece que esses são sinais da sua dependência; então, ele procura uma nova dose para se aliviar: freqüentemente, só depois de alguns anos, quando está bem acabado, ele procura ajuda. Desse modo, vai se tornando prisioneiro no único lugar onde deveria ser sempre livre: dentro de si mesmo.

Nos primeiros dois anos de uso da cocaína, Marcos se gabava de ser o mais controlado do grupo, chegava a dar bronca nos amigos que usavam demais, tinha medo de que morressem por uma overdose. Overdose é uma superdose da droga. No caso da cocaína, ela pode parar a respiração, é uma loucura !!! O usuário sente falta de ar, fica roxo, desmaia, enrola a língua e vira o olho. Às vezes, pode até estourar a parede do seu coração.

Marcos já tinha perdido alguns amigos por causa de overdose e tinha muito medo de que isso acontecesse com ele, e... aconteceu. Certa noite, bem deprimido, esqueceu-se de sua preocupação e usou uma overdose. O coração parecia que ia sair pela boca, estava ofegante e, de repente, desmaiou. Os colegas começaram a gritar: precisou ser levado às pressas ao pronto socorro. A chama da vida quase se apagou... escapou por um triz. (...) ”

( Dr. Augusto Jorge Cury - Biografia - 1958/*** )
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07/Julho/2005:

“ SUPERANDO AS ALGEMAS DA EMOÇÃO ”
Livro Harry Potter na Vida Real
- Capítulo 6 - Parte 04 - Ver Início

“ (...) O jovem gastou seu dinheiro e seu futuro com as drogas; o dinheiro que torrou daria para comprar um carro novo e um apartamento. Seus pais, um dia, resolveram cortar-lhe completamente a mesada, mas não adiantou, passou a roubar. Roubava as coisas de sua própria casa para enriquecer o traficante.

No terceiro ano de uso da cocaína, um amigo a usou nas veias na sua frente, então, como estava muito ansioso, fez a primeira aplicação. Sentiu que a cena era horrível: o sangue, a droga e a seringa produziram uma imagem macabra. Disse que nunca mais faria isso de novo, mas como as drogas e a mentira são duas amigas inseparáveis, traiu novamente o que dissera e se picou outra vez...

Em dois meses, passou a se aplicar todos os dias; no quinto ano de uso da cocaína, passou a se aplicar vinte vezes por dia. As veias do braço endureceram, então, sem nenhum respeito pelo seu corpo, começou a se picar nas veias do pé, das mãos e do pescoço. Marcos não vivia, vegetava, sua vida perdera o encanto, tornou-se um céu sem cor...

Por usar diariamente uma dose grande de cocaína, começou a fazer pequenos tráficos para poder consumir: passava cinco gramas de cocaína para os colegas e ganhava um grama do traficante. Um dia, como era de se esperar, foi preso pela polícia com mais de vinte gramas... Foi preso !!! Gritava na prisão, mas ninguém o ouvia, por fora, as barras de ferro o prendiam. Por dentro era pior, as algemas da dependência o esmagavam. Que prisão é pior ? A de dentro, a do cárcere da emoção. (...) ”

( Dr. Augusto Jorge Cury - Biografia - 1958/*** )
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08/Julho/2005:

“ SUPERANDO AS ALGEMAS DA EMOÇÃO ”
Livro Harry Potter na Vida Real
- Capítulo 6 - Parte 05 - Ver Início

“ (...) A prisão ficou pequena para um jovem que se sentia o mais infeliz dos homens. No julgamento, o juiz, compreendendo que ele era um dependente, ficou comovido e deu-lhe uma chance para se tratar: Marcos agradeceu, caiu em si. Disse, no tribunal: 'Doutor, não vou decepcioná-lo'. Não queria voltar para o lugar frio, úmido e solitário da prisão; esse, definitivamente, não era o seu lugar.

Ao ver seus pais no tribunal, correu para seus braços e os beijou prolongadamente... parecia uma criança. A escola da vida apertou-lhe a alma e, por isso, ele disse-lhes: 'Desculpem-me se os fiz perder tantas noites de sono; perdoem-me, porque não me importei com os seus sentimentos, refleti muito na prisão... sei que joguei minha vida no lixo...'. Não conseguiu falar mais nada, as lágrimas falaram por ele. Comovida, sua mãe lhe disse: 'Todo mundo erra, meu filho'.

A luta foi grande, o tratamento foi complexo. Precisou da ajuda dos pais, dos amigos, de profissionais e do Autor da Vida. Marcos recaiu algumas vezes, mas aprendeu algo fundamental para quem quer ser livre: ser honesto. Toda vez que recaía era honesto com seus pais e seu psiquiatra, aprendeu a banir a mentira dos becos de sua existência.

A cada recaída ele ficava frustrado, mas era estimulado a continuar lutando. Seu maior desafio para encontrar a liberdade não era parar de usar as drogas exteriormente, mas terminar o romance que tinha com elas dentro de si, na sua memória, no seu inconsciente. Assim, pouco a pouco, foi destruindo as favelas de sua memória e plantando jardins nos solos da sua emoção.

O jovem Marcos foi deixando de ser vítima para ser o líder da sua história...

Hoje, ele ministra palestras sobre drogas para muitos jovens nas escolas. Ele gosta de lhes deixar um recado: Os dependentes de drogas não são felizes; por nada no mundo vendam a sua própria liberdade, nunca deixem que os outros controlem a sua vida... (...) ”

( Dr. Augusto Jorge Cury - Biografia - 1958/*** )
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11/Julho/2005:

“ SUPERANDO AS ALGEMAS DA EMOÇÃO ”
Livro Harry Potter na Vida Real
- Capítulo 6 - Final - Pense Nisso - Ver Início

“ (...) Num dia de 1895, o físico alemão Wilhelm Roentgen levou um susto. Quase desmaiou !!! Não era para menos: ele conseguiu ver os ossos de sua própria mão. Parecia coisa de fantasma...

Empenhado em estudar a passagem da eletricidade por um tubo de vidro, o ousado cientista descobriu uma espécie de luz capaz de atravessar o corpo.

O raio era tão misterioso que mereceu se chamar Raio X. Foi uma descoberta de arrepiar. Revolucionou a medicina. Podemos observar o organismo por dentro sem precisar abri-lo. Desse modo, os médicos podem fazer diagnósticos de fraturas, úlceras e tumores.

Use sua inteligência para preservar a vida e não para se destruir. Invente, imagine, crie !!!
Creio que o mundo ficará melhor com suas descobertas. ”

( Dr. Augusto Jorge Cury - Biografia - 1958/*** )
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12/Julho/2005:

“ OS OBJETIVOS DO MILÊNIO ”
- discurso proferido em 06/Jul/2005 -

“ Permitam-me que lhes diga – como Secretário-Geral das Nações e como africano – que estar em Londres, neste momento, é uma experiência profundamente comovedora. Ver os Governos e os cidadãos, a sociedade civil e o mundo empresarial, os meios de comunicação social e os que trabalharam na iniciativa “Make Poverty History” [Fazer da Pobreza uma Coisa do Passado], em conjunto com as Nações Unidas na Campanha do Milênio – e todos centrados numa causa comum – é algo que não sucede amiúde durante a vida (...)

(...) Porque é que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são diferentes de outras grandes promessas não cumpridas nos últimos cinqüenta anos? Por quatro razões.

Em primeiro lugar, os países ricos aceitaram, pela primeira vez, a sua quota-parte de responsabilidade no apoio aos esforços dos países pobres, mediante mais e melhor assistência, cancelamento da dívida e práticas comerciais mais justas. E os países em desenvolvimento aceitaram a sua quota-parte, mediante uma melhoria nos governos e uma melhor utilização dos recursos.

Em segundo, os Objetivos estão centrados nas pessoas, têm prazos e são mensuráveis.
Uma queixa tradicional no que se refere à ajuda ao desenvolvimento é que os recursos tendem a ser desbaratados devido à corrupção e à má gestão, e que não há meios para fazer o seguimento dos processos e exigir a prestação de contas. Agora, dispomos de um conjunto de indicadores claros e mensuráveis, centrados nas necessidades básicas dos seres humanos. Temos pontos de referência claros para determinar os progressos – ou a ausência deles – tanto a nível mundial como ao nível de cada país. Temos um conjunto de objetivos simples, mas poderosos, que todos os homens e mulheres, de Londres a Luanda ou Lucknow, podem apoiar e compreender.

Em terceiro lugar, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio se beneficiam de um apoio sem precedentes. Os oito Objetivos provêm da Declaração do Milênio, que foi aprovada, há cinco anos, por todos os Estados-membros das Nações Unidas. Nunca, até então, houvera uma aprovação formal, tanto pelos países ricos como pelos pobres, de objetivos concretos desse tipo. Nunca, até então, a ONU, o Banco Mundial, o Fundo Monetário e todas as outras instituições que integram o sistema internacional se haviam unido em prol do mesmo conjunto de objetivos de desenvolvimento – e haviam estado dispostos a prestar contas dos seus resultados.

Em quarto lugar – e mais importante – os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são realizáveis.
Constituem, indubitavelmente, um desafio, mas, ao mesmo tempo, são tecnicamente exeqüíveis. Não são apenas uma quimera.

Tomemos como exemplo o primeiro objetivo – o de reduzir a pobreza extrema para metade. Nos últimos quinze anos, houve uma redução maciça e sem precedentes da pobreza, liderada pela Ásia. O número de pessoas que, nesse continente, vivem em pobreza extrema teve um decréscimo de mais de 250 milhões, desde 1990. (...)

Em muitos aspectos, a tarefa que temos pela frente este ano será ainda mais difícil do que a de há cinco anos, quando foram aprovados os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Neste momento, em vez de se limitarem a determinar objetivos, os líderes têm de decidir medidas concretas para os alcançar. Têm de acordar um plano para a sua consecução.

A ordem do dia da cúpula de Nova Iorque é ainda mais ampla. Baseia-se no entendimento de que o desenvolvimento, a segurança e os direitos humanos não são apenas fins em si mesmos – reforçam-se mutuamente e dependem uns dos outros. No nosso mundo interligado, a família humana não gozará de desenvolvimento sem segurança, não gozará de segurança sem desenvolvimento e não gozará de nenhum deles sem respeito pelos direitos humanos. Para tomarmos decisões com base nesse entendimento, precisamos também revitalizar as próprias Nações Unidas. (...) ”
- CLICK AQUI e leia o discurso na íntegra -

( Kofi Annan - Biografia - 1938/*** )
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13/Julho/2005:

“ VÔLEI, A GRANDE SACADA ”

“ A espetacular conquista do quinto título, o terceiro seguido, da Liga Mundial de vôlei pela seleção brasileira, merece muito mais do que aplausos, é digna de uma profunda reflexão, pois o brilhante Bernardinho, a comissão técnica e seus meninos de ouro, consolidaram a supremacia brasileira no cenário internacional. Criado em 1895, nos Estados Unidos, por William G. Morgan, com o objetivo de incentivar a prática de atividades físicas em ginásios, o popular “esporte da rede” abriga conceitos e fundamentos que podem, e devem, ser inseridos na gestão das organizações de todos os portes e segmentos, a fim de melhorar a sua performance. Vence quem tem o melhor desempenho, independentemente do potencial.

O atleta precisa ter uma ampla visão de conjunto para poder reagir, rapidamente, às mudanças estratégicas traçadas pelo técnico, com a colaboração de todos os integrantes da comissão técnica. Se concordarmos que “os movimentos realizados em conjunto pelos jogadores de uma equipe são chamados de táticas”, concluímos que trata-se do esporte que usa com mais intensidade esse princípio de administração, área em que Peter F. Drucker é 'pole position'. Esse esporte, aplica ao longo das partidas, um autêntico - Controle Estatístico do Processo – recurso que o técnico usa para corrigir falhas da sua equipe e para explorar os pontos fracos dos adversários. A avaliação de desempenho individual, e coletiva, é instantânea.

As decisões não são apenas baseadas no talento, na percepção, na experiência ou nos berros, mas num princípio onde o inesquecível Deming foi imbatível - a estatística. A comunicação, ponto que ainda deixa muito à desejar em grande parte das empresas, tem nos sinais do vôlei um valor agregado que pode definir um ponto, ou uma partida. Princípio essencial nesse esporte é o espírito de equipe que deve reinar entre os clientes e fornecedores internos que tem no saudoso engenheiro Kaoru Ishikawa, o seu mais destacado representante. Pai dos círculos de controle da qualidade, que muitas empresas 'abrasileiraram' para times da qualidade, grupos de trabalho e tantas outras denominações, que constituem o maior estímulo motivacional aos funcionários, pois sentem que a gestão solitária deu lugar a gestão solidária. Isso é inclusão.

O mundialmente consagrado Dr. Juran, enfatiza que o CCQ foi decisivo para o desenvolvimento econômico do Japão. A conquista da maioria dos pontos no vôlei é resultado da logística dos três toques, onde a solidariedade se faz presente. Uma das mais fascinantes evidências do vôlei é que cada ponto é uma decisão olímpica, uma comemoração, uma motivação a mais - pura adrenalina. Até o Código de Defesa do Consumidor é respeitado no vôlei, pois quem paga para assistir de 3 à 5 sets, vai apreciá-los com toda intensidade, pois nessa modalidade não existe a famosa “cera”, a retenção da bola para que o tempo se esgote e nem a lamentável freada de um piloto para que o outro vença.

A tão propalada empregabilidade é explicitada nesse jogo através do rodízio, que obriga à todos se aprimorarem em todos os seus fundamentos. Determinação, disciplina, flexibilidade, rapidez de reflexos, superação, concentração, equilíbrio emocional, harmonia e capacidade de reagir às condições adversas são alguns fatores de aprendizagem coletiva, inclusive com os adversários. Com o decrescente número de níveis hierárquicos e a consequente descentralização do processo decisório é de fundamental importância treinar (exaustivamente) todos os funcionários, para que saibam tomar decisões certeiras e, em tempo hábil.

Enriquecer a gestão da empresa com a filosofia do vôlei é agregar um valor muito especial na incessante busca da satisfação dos quatro protagonistas do mundo dos negócios: os acionistas, os funcionários, os clientes e os fornecedores. ”

( Faustino Vicente - Biografia - 1935/**** )
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14/Julho/2005:

“ O PENSAMENTO ”

“Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual for a posição do corpo, a alma está de joelhos. ”

( Victor Hugo - Biografia - 1802/1885 )
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15/Julho/2005:

“ VISÃO PROFUNDA ”
- todos devemos nos esforçar para tê-la -
... algumas pessoas exigem dos que escrevem, que escrevam pouco e de forma resumida...

“ Todas as coisas boas que acontecem conosco têm origem em atos de nossa responsabilidade, assim como as coisas ruins, que também têm origem em atos de nossa responsabilidade. Muita gente se fere e até morre por causa da sua ignorância, falta de atenção e preguiça de pensar, do seu descaso e da indisponibilidade para procurar aprender.

Eu preciso eliminar de mim o máximo de ignorância possível, o máximo de preguiça e de falta de atenção. Preciso, em caráter de urgência, interessar-me por enriquecer os meus conhecimentos.

Se prestarmos bem atenção a um quadro que foi criado no programa Fantástico, da Rede Globo (esta mesma rede de televisão que algumas pessoas odeiam e não conseguem ver nela nada que preste), o quadro do “doutor bactéria”, que é uma das mais eficientes propostas de educação deste País, bem como as participações do doutor Drauzio Varela, no mesmo programa, vamos perceber quantas pessoas, certamente, devem ter morrido por não observarem a tamanha falta de higiene que praticamos em nossos lares, para com a nossa própria alimentação, com aquelas tábuas de madeira de cortar carne, com aquelas colheres de pau, esponjas de lavar louças, comidas deixadas fora da geladeira por muito tempo e uma série de outras burradas que a gente faz, no dia-a-dia, sem nos apercebermos.

Mas há outro aspecto, também, que eu preciso exercitar em minha vida, para evitar sofrimentos meus e dos meus semelhantes, que é a prática da visão profunda. Visão profunda? Que diabo é isso, Alamar?

Nós temos o hábito de analisar as coisas e as pessoas com visão superficial. Por preguiça, descaso, orgulho ou pressa e até falta de responsabilidade, nós somos campeões nisso.

Preciso deixar bem claro, antes de prosseguir, o que eu quero que você entenda sobre essa questão de visão superficial e visão profunda. Por exemplo: as pessoas, na maioria, quando terminam o segundo grau e desejam entrar na Universidade, procuram logo entrar em um cursinho preparatório, não é?

Elas entram nesse cursinho pra quê? Para aperfeiçoar os conhecimentos das matérias que talvez não tenham sido bem estudadas no segundo grau? Não. Elas entram no cursinho para receberem macetes de como fazer a prova do vestibular. Estou exagerando?

Pois bem. O material escolar utilizado nos cursinhos são apostilas, que nada mais contêm que resumos das matérias ensinadas. Quem estuda em apostila não vai aprender nunca a matéria em questão, vai aprender apenas resumos. Isto é aprendizado superficial.

Durante o curso universitário muitos estudam para fazer provas e não para aprender.

Qual será a eficiência e a qualidade de médicos, engenheiros, advogados, economistas, contadores... e outros “doutores” (gostam sempre de ser chamados de doutores), que conseguem as suas formações profissionais de forma superficial? Serão sempre pessoas de visão superficial.

Daí a quantidade de “adevogados” que existem, sem a menor competência para aprovação nos concursos da OAB, que é instituição séria e não está disposta a manter incompetentes exercendo a advocacia da extorsão, da prepotência e da “justiça”, que só vê honorários... mais de 90% de reprovação. Muitos erros médicos em hospitais, muitos erros de cálculos na construção civil, muitos contadores embromadores, jornalistas do tipo que ninguém entende o que escrevem... e por aí vai.

Devemos fazer de tudo para fugirmos da visão superficial, porque ela nos trai, nos engana, nos equivoca, nos prejudica, prejudica o nosso próximo, nos faz praticar injustiças e muitas vezes nos mata.

Não sei se você conhece a idéia do poço artesiano, que é um buraco que se manda cavar no chão, em busca de água, em algumas localidades. Ao contratarmos um profissional para fazer esse serviço, ele vai nos dizer que o preço a ser cobrado vai depender da profundidade a ser cavada: Aqui neste local onde você mora, cavando apenas 20 metros vamos encontrar água, sim, mas se cavarmos 40 metros, mais profundo, vamos encontrar água mais pura; se chegarmos a 60 metros, ela será mais pura ainda.

A idéia da visão profunda é mais ou menos isso aí. Quanto mais você procurar aprofundar a sua visão, na análise de tudo, mais você chegará à pureza ou, no caso de análise de coisas, pessoas e fatos, chegará à 'verdade mais verdadeira'.

Vamos citar alguns casos, para ilustração?

Toda vez que há um desentendimento entre duas pessoas, ao ponto de chegar a uma briga que leva um dos dois à morte, o que é que acontece? A pessoa de visão superficial (a grande maioria) achará sempre que o que morreu é vítima e coitadinho; o que ficou vivo é sempre o bandido e assassino, não é assim?

Quando a pessoa de visão superficial vê uma notícia trágica em jornal, dando conta de que um homem “matou” a sua mulher, ela tira logo a conclusão de que ele é um monstro, um bandido da pior espécie, deve ser preso imediatamente e morrer na cadeia, não é assim?

A pessoa de visão superficial ouve dizer certas coisas e sai por aí a repetir, como se fossem verdades, citações do tipo: “A Bahia é a terra da macumba”, “em Belém do Pará as pessoas marcam encontros antes da chuva e depois da chuva”, “Jung foi discípulo de Freud”. “Maria Madalena foi adúltera e prostituta”...

Se há um escândalo na Prefeitura da cidade e acusações de desvios de dinheiro, que de fato aconteceram, a pessoa de visão superficial só consegue apontar o prefeito como o bandido, o corrupto e o safado. Se é numa empresa, ela só consegue apontar o presidente, ou seja, o titular daquela empresa, como sujo e bandido.

Ela vê uma notícia na televisão, em um jornal ou numa revista, e absorve logo como sendo verdade. A pessoa de visão superficial ouve uma fofoca, alguém falando mal de outra pessoa, e absorve aquilo como sendo verdade.

Ela chega até a pronunciar um ditado bobo que existe por aí: “onde há fumaça, há fogo”.

Afirma coisas do tipo: “Todos os homens são iguais”, “o ciúme é a coisa mais normal do mundo”, “quem não tem ciúme não ama”, “sogra não presta”, “todo político é safado e corrupto”, “filmes e produtos eróticos todos são necessariamente pornográficos”, “Português é burro”,...

A pessoa de visão superficial não procura direito as coisas, mas afirma que o objeto procurado não está lá.

Ela vai na onda das propagandas de lojas, que afirmam determinado produto estar sendo vendido em 12 vezes, sem juros e sem entrada, acredita nessa “bondade” e compra !!!

Ela acredita que os BANCOS são amigos das pessoas, chega até a fazer aplicações de dinheiro nos mesmos e ainda assina um documento que lhe proíbe retirar o seu próprio dinheiro antes de 12 ou 24 meses...

A mulher, insatisfeita com o marido, afirma que o seu é o “pior marido do mundo” e o homem, que a sua é a "pior mulher do mundo". Veja bem, não é nem o/a pior do seu bairro, é logo o/a pior do mundo.

A pessoa que sofre e passa por dificuldades, vê sempre a sua cruz como a mais pesada do mundo.

Agora, veja como age a pessoa de visão profunda:

Quando há um desentendimento entre duas pessoas, culminando com briga e morte de uma das duas, ela nem sempre vê a que morreu como vítima e a que sobreviveu como bandida. Analisa profundamente a questão, porque tem competência para isso, e é capaz de perceber até que o que morreu foi de fato o provocador e o violento, que colheu o que vinha procurando há muito tempo. Pois é, em muitos casos existem pessoas agressivas, violentas e perversas, que passam a vida inteira a humilhar, perseguir, caluniar, difamar e provocar os outros; de repente, terminam encontrando a própria morte, porque levam o seu desafeto (que é a verdadeira vítima) a tanto sofrimento e tanta pressão que terminam fazendo-o chegar ao desespero, ao ponto de praticar algo que nunca quis fazer..., até matar.

A pessoa de visão profunda sabe que existem nas cadeias muitos presos e condenados que nunca foram bandidos, nunca foram desonestos e nunca foram maus. Que bom seria se os delegados, policiais, advogados, promotores e juízes tivessem, todos eles, visão profunda.

A pessoa de visão profunda, antes de julgar (de preferência não julgar nunca), consegue procurar saber dos detalhes da convivência do casal, naquele caso do marido que matou a mulher (e vice-versa), que ela era de fato uma vagabunda, que vivia a humilhá-lo, a fazer questão de chamá-lo de corno na frente dos próprios amigos, dos conhecidos e do povo da rua, para humilhá-lo o máximo possível, que provocava o marido 24 horas por dia e, quanto mais ele lutava para agüentar, ter paciência e tolerar, aí que ela não se conformava e provocava mais. Chega a um ponto que não dá mais... Isto acontece muito.

Jamais a pessoa de visão profunda sai por aí a repetir coisas, só porque todo mundo diz. Pesquisando bem ela vai tomar conhecimento de que a Bahia não é o estado onde mais se pratica a macumba no Brasil, que paraense nenhum marca encontro para antes ou depois da chuva, seja em Belém ou em qualquer outra cidade do Pará; estudando a vida de Carl Gustav Jung, procurando saber como ele conheceu Freud, como foi a relação entre os dois e como foi o rompimento, jamais dirá que ele fora seu discípulo.

A pessoa de visão profunda, antes de julgar o escândalo da prefeitura, em vez de cômoda e levianamente acusar o prefeito e encerrar o caso, vai fundo na análise dos fatos e saberá que, na maioria das vezes, quem mais promoveu os rombos nos cofres públicos foram os seus secretários, os assessores que ele imaginava serem de confiança, os seus próprios parentes e até a sua própria esposa e filhos, o que acontece muito mais do que você pode imaginar... Existem casos de homens que sempre foram honestos, assumiram prefeituras e órgãos públicos, continuaram honestos e dignos, nunca roubaram, não ficaram ricos e ainda entraram na história como ladrões e corruptos, quando quem enriqueceu foram os seus parentes e até uma sem vergonha de uma mulher que nem sempre está mais vivendo com ele.

O mesmo acontece em relação a uma empresa que passa por problemas financeiros terríveis, e até vai à falência. A pessoa de visão profunda é capaz de perceber coisas que acontecem em grande quantidade no Brasil, como roubos praticados pelos próprios funcionários, por gerentes, chefes de depósitos, tesoureiros e também por filhos, parentes, esposas, maridos etc. Se os senhores juízes da “justiça” do trabalho e a própria legislação tivessem visão profunda, não praticariam tanta injustiça, liquidando com a vida de algumas pessoas, somente porque apareceram nas ações como titulares de algumas empresas, tomando todos os seus bens. Quanto suicídio já aconteceu por causa disso.

Com estes relatos não quero dizer que todos os prefeitos e empresário sejam santos, porque de fato existem muitos deles que são de fato os safados.

A pessoa de visão profunda não absorve, de cara, tudo o que é publicado em nenhum órgão de imprensa como sendo verdade. É sempre de bom alvitre procurar ver como aquela notícia foi mostrada em outro jornal, em outra revista e em outro canal de televisão. Por ter visão profunda ela procurará saber qual foi a origem da informação, ela sabe que no meio jornalístico também existem pessoas, que podem ser honestas ou não, corruptas ou não, preconceituosas ou não, éticas ou não, de bom ou mau humor, problemáticas ou não... enfim, ela não engole qualquer coisa. Ela é capaz, inclusive, de procurar saber a quem pertence aquela emissora de TV ou de rádio, e aquele jornal (geralmente pertencem a políticos). Ao mesmo tempo, conseguirá identificar quem são as pessoas e grupos, na cidade, a quem o dono do veículo de comunicação adora, bem como aqueles a quem ele odeia.

Quanto a isso, não precisamos ir muito longe. Não sei se você observou, recentemente, quando o Papa João Paulo II desencarnou e o novo Papa assumiu: qual foi a cobertura que a Rede Record de Televisão deu?

Eu não quero entrar no mérito dessa questão, só quero mostrar que apenas as pessoas de visão profunda vão perceber que a Rede Record pertence ao pastor Edir Macedo, que é dono de uma igreja protestante, criada conforme as suas conveniências, e que ali só é divulgado o que não o desagrade. O mesmo acontece em relação à Rede Vida e Rede Canção Nova, ambas católicas, que não deram qualquer notícia a respeito da caminhada dos protestantes, reunindo milhões de pessoas, na região da Avenida Paulista, em São Paulo.

Diante de uma fofoca ou um processo de difamação, a pessoa de visão profunda tem um comportamento totalmente diferente da de visão superficial. Ela procura saber quem é que está espalhando a informação, de onde ela se originou, procura saber se a pessoa que está difundindo a fofoca tem certeza sobre o que está falando, se ela tem provas sobre o que acusa, e se assina o que diz e qual a fonte. A pessoa de visão profunda, mesmo sem ser hábil em Psicologia, perceberá logo que apenas as verdadeiramente bandidas, calhordas e de mau caráter, são capazes de promover fofocas e processos de difamação contra quem quer que seja. Elas jamais darão prosseguimento à difusão da fofoca, quanto mais dar credibilidade a esse tipo de informação.

Ela nunca assumirá o ditado “onde há fumaça, há fogo”, porque sabe que existe gelo seco, que parece fumaça, mas não é, por isso não tem fogo nenhum... Em tempo muito frio, há alguma coisa que sai da boca das pessoas quando falam ou expelem o ar, parecido com fumaça, mas que não é fumaça. A pessoa de visão profunda sabe que há diferença entre o que “parece ser” e o que “é de verdade”.

Nunca vai dizer que todo homem é igual, porque ela não é burra e sabe que existem diferenças gritantes entre a personalidade, o caráter, a dignidade, a honestidade, o amor, a humildade, a ternura e todas as características de cada homem. Nunca vai dizer que ciúme é normal, porque existe muita gente que não sofre dessa terrível enfermidade. Não vai dizer que para você amar uma pessoa necessariamente tem que ter ciúme dela, porque aí seria nivelar por baixo. Nunca afirmará que toda sogra não presta, porque é capaz de perceber que há sogras maravilhosas. Nunca afirmará que todo político é safado, porque existem políticos da mais alta dignidade, independentemente de partido. Nunca afirmará que todo filme e produto erótico é pornográfico, porque tem consciência de que o sexo é amoral e nada tem de imoral, apesar de saber que muitas imoralidades, de fato, são feitas utilizando o erotismo. Nunca afirmará que todos os portugueses são burros, porque em Portugal existem coisas que são expressão das mais elevadas inteligências e a maioria das coisas funcionam muito melhor lá que em nosso Brasil. Antes de fazer qualquer afirmativa sobre Maria Madalena, sem se deixar levar pelo que “todo mundo diz”, vai ela mesma fazer a sua pesquisa nos livros do novo testamento, e comprovará que não há um versículo, sequer, que afirme ser ela a adúltera ou a prostituta que, de fato, existiu no Evangelho.

A pessoa de visão profunda não apenas abre a porta do armário ou a gaveta, dá uma olhadinha de leve, não vê a coisa procurada e sai a dizer que ela não está lá, com certeza. Ela abre todas as portas e gavetas, pega todas as coisas, olha atrás, por baixo e por dentro, procura, presta atenção a cada ponto e confere bem, para depois afirmar que o objeto procurado foi encontrado ou que de fato ali não está...

Ela não vai na onda das propagandas das lojas e não se deixa levar apenas por um valor de prestação que pode pagar; ela faz os cálculos dos juros que lhe estão sendo cobrados e decide se é vantagem ou não... geralmente não é vantagem nenhuma !!!

Ela não é desinformada ao ponto de sair por aí afirmando que o seu é o pior marido do mundo (ou mulher), apesar dele ser mesmo um sem vergonha de marca maior, como muitos que eu conheço. Porque quando ela começa a procurar saber como certos outros maridos agem com as esposas, muitas vezes verdadeiros torturadores, vai perceber que o dela, apesar de não ser lá essas coisas, é até um anjinho se comparado a alguns monstros que existem por aí...

Não vê o seu sofrimento como uma tragédia, dizendo que Deus não se lembra dela, que é a pessoa mais infeliz do mundo, que a sua cruz pesa toneladas... nada disso. A pessoa de visão profunda sofre também, chora, se revolta, fica 'p. da vida', fica indignada, porque é uma pessoa, um ser humano... todavia, não se considera abandonada porque, tendo Visão Profunda sabe que Deus, mais cedo ou mais tarde, dará a cada criatura a colheita de tudo o que plantou.

Não sua Visão Profunda, tem condições de perceber que o 'Deus que criou os homens' é incomparavelmente maior e nada tem a ver com o 'deus que os homens criaram'.

Quais as conseqüências disso ???

É por causa das pessoas de visão superficial que os malandros existem, que existem os traficantes, os falsificadores, os políticos corruptos, os bancos, os fofoqueiros, os espertalhões, os “empréstimos” para aposentados e pensionistas, as propagandas que dizem que a caninha 51 é uma boa idéia, os cartões de crédito que cobram juros elevadíssimos, a cocaína e outros tóxicos, os demagogos e os hipócritas, as religiões mercantilistas da fé, a fé cega, as doutrinas do “porque sim” e “porque não” !!!

É por causa delas que ainda existe muita gente que acredita que o PC Farias foi morto pela Suzana, que o Juscelino Kubistcheck morreu num casual acidente rodoviário, que Jesus morreu para nos salvar, que virgindade de mulher é sinônimo de honra, que alguém fuma por esporte e toma bebida alcoólica socialmente, que promessa de político vai ser cumprida, que a energia elétrica, o telefone e o pedágio tem mesmo o custo que nos é cobrado, que as traduções da Bíblia para o português são fiéis ao original hebraico, que a água potável pode ser desperdiçada porque não acaba nunca...

Algumas pessoas exigem dos que escrevem, que escrevam pouco e de forma resumida, porque se o texto for grande fica cansativo e elas não querem ler (muitas dizem não ter 'tempo'). Tudo tem que ficar na superficialidade, nada de se aprofundar em explicações e nos esclarecimentos, para as coisas ficarem muito bem entendidas. Não parece com a história da apostila? Eu prefiro aprender nos livros...

A nossa libertação da visão superficial é tão importante quanto a necessidade de sair do analfabetismo para poder aprender a ler, e a cursar os graus superiores dos estudos escolares. ”

( Alamar Régis de Carvalho - Biografia - 1951/**** )
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18/Julho/2005:

“ A GEOGRAFIA BRASILEIRA ”

“A geografia brasileira seria outra se todos os brasileiros fossem verdadeiros cidadãos. O volume e a velocidade das migrações seriam menores. As pessoas valem pouco onde estão e saem correndo em busca do valor que não têm. ”

( Milton Santos - Biografia - 1926/2001 )
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19/Julho/2005:

“ CARIDADE ”

“ Que caridade é essa que não tem pudor face a um miserável e que, antes de o ajudar, começa por lhe espezinhar o amor-próprio. ”

( Pierre Marivaux - Biografia - 1688/1763 )
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20/Julho/2005:

“ O QUE EU VI, O QUE NÓS VEREMOS ”
- trecho original do livro de Santos Dumont (1918) -

“(...) Nós, os fundadores da locomoção aerea no fim do seculo passado, tínhamos sonhado um futuroso caminho de gloria pacifica para esta filha dos nossos desvelos. Lembro-me perfeitamente que naquelle fim de seculo e nos primeiros annos do actual, no Aero Club de França que foi, póde-se dizer "O ninho da Aeronautica" e que era o ponto de reunião de todos os inventores que se occupavam desta sciencia, pouco se falou em Guerra; prevíamos que os aeronautas poderiam, talvez, no futuro, servir de esclarecedores para os Estados Maiores dos exercitos, nunca, porém, nos veio a ideia que elles pudessem desempenhar funcçôes destruidoras nos combates. Bastante conheci todos esses sonhadores, centenas dos quaes deram a vida pela nossa ideia, para poder agora affirmar que jamais nos passou pela mente, pudessem, no futuro, os nossos successores, ser "mandados" a atacar cidades indefezas, cheias de creanças, mulheres e velhos e, o que é mais, atacar Hospitaes onde a abnegação e o hummanitarismo dos rivaes reune, sob o mesmo tecto e o mesmo carinho, os feridos e moribundos dos dois campos. Pois bem, isso se repete ha quatro longos ánnos, e quem o "manda fazer" ? O Kaiser !

Façamos, pois, votos pela victoria dos alliados; triunphem as ideias do presidente Wilson se extinga na terra o militarismo prussiano. Assim como com a Policia actual a sociedade supprimiu os cidadãos armados supprima as matanças da guerra o desejado Exercito das Nações.

Confiante nesse futuro, reconfortou-me a mensagem do Presidente do Aero Club da America, em que ouvi falar, de novo, da aeronautica para fins pacificos, realisação de minhas intimas ambições, sonho daquelles inventores que só viram no aeroplano um collaborador na felicidade dos homens.

Creio, deveria ser chamada "Época heroica da aeronautica" a que comprehende os fins do seculo passado e os primeiros annos do actual. Nella brilham os mais audaciosos arrojos dos inventores, que quasi se esqueciam da vida, por muito se lembrarem de seu sonho.

Enchem-nos, hoje, do mais justo enthusiasmo os actos de bravura dos aviadores do "front", como nos encherá de orgulho a noticia da travessia do Atlantico, que prevejo proxima.
Essa coragem, porém, que os consagra como heroes, creio, não é maior que as dos inventores, primeiros passaros humanos, que, após heroica pertinacia em estudos de laboratorio, se arrojaram a experimentar machinas frageis, primitivas, perigosas. Foram centenas as victimas dessa audacia nobre, que luctaram com mil difficuldades, sempre recebidos como "malucos", e que não conseguiram ver o triumpho dos seus Sonhos, mas para cuja realização collaboraram com o seu sacrificio, com a sua vida.

Não fosse a audacia digna de todas as nossas homenagens, dos Capitaine Ferber, Lilienthal, Pilcher, Barão de Bradsky, Augusto Severo, Sachet, Charles, Morin, Delagrange, irmãos Nieuport, Chavez e tantos outros - verdadeiros martyres da Sciencia - e hoje não assistiriamos, talvez, a esse progresso maravilhoso da Aeronautica, conseguido, todo inteiro a custa dessas vidas, de cujo sacrificio ficava sempre uma lição.
Penso, a maior parte dos meus leitores serão jovens nascidos depois d'essa epoca, que já se vae tanto ensobreando na memoria; supplico-lhes, pois, não se esquecerem d'estes nomes. A elles cabe, em grande parte, o merito do que hoje se faz nos ares... ”

( Graças ao entusiasmo do Prof. José J. Lunazzi - UNICAMP/SP - e de seus colaboradores, hoje temos a satisfação de ver publicado, na internet, um dos mais importantes depoimentos de Santos=Dumont.
Este livro estava perdido na memória dos Brasileiros, e agora está disponível para o Mundo )

( Santos Dumont - Biografia - 1873/1932 )
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21/Julho/2005:

“ UM VERDADEIRO ESCRITOR ”

“(...) Para um verdadeiro escritor, cada livro deve ser um novo começo, onde tente outra vez algo que está além da realização. Ele deveria, sempre, tentar algo que nunca foi feito, ou que outros tenham tentado e falhado. Então, às vezes, com muita sorte, ele terá sucesso.

Quão simples seria a literatura, se fosse apenas necessário escrever, de outra maneira, o que já estivesse bem escrito. Isto porque nós tivemos tantos grandes escritores no passado, que um escritor atual por eles é dirigido, tão longe possa mergulhar nesse passado, mas fora disso, ninguém pode lhe ajudar.

Eu falei demasiado para um escritor. Um escritor deve escrever o que tem que dizer e não falar (...)”

- trecho do discurso de Hemingway, Prêmio Nobel de Literatura em 1954 -
- tradução: Celio Franco -

( Ernest Hemingway - Biografia - 1899/1961 )
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22/Julho/2005:

“ A INCONSTÂNCIA”

“ A inconstância deita tudo a perder, na medida em que não deixa germinar nenhuma semente. ”

( Henri Frédéric Amiel - Biografia - 1821/1881 )
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25/Julho/2005:

“ MEU IDEAL POLÍTICO ”

“O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja respeitado como indivíduo e nenhum venerado. ”

( Albert Einstein - Biografia - 1879/1955 )
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27/Julho/2005:

“ A AVÓ E O AVÔ ”

“Avó é a mãe que imagina
que a sua parte já fez...
mas, quando tudo termina,
começa tudo outra vez !

Ah como é útil a avó,
com seus cuidados e afetos !
Já o avô, serve tão-só
pra ensinar besteiras aos netos... ”

( A. A. de Assis - Biografia - ???/???? )
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27/Julho/2005:

“ ARRANCANDO O QUE HÁ DE RUIM ”

“ Bem, essa semana arranquei ódios e palavras ruins que vieram de mim, por algum processo de catarse e que nada mais têm a ver com a fase em que me encontro.
Vivo hoje o amor, vivo hoje a forma mais serena de sonhar acordada, vivo hoje o meu trabalho e amigos de verdade, e quando posso, entro em contato com os meus amigos mais distantes, leitores, conhecidos, parentes, colegas e assim por diante.
Nada mais quero exercer em exagero, esbravejar ódio, pois de nada adianta, só passamos por seres incoerentes, doentios, desequilibrados, e não somos ouvidos da forma que desejávamos.
Muitas vezes a defesa foi o ataque, por me sentir acuada, eu gritava, eu brigava, eu mandava algum recado mais ofensivo, porém, vi que isso me causava um pouco de mal, somatizava isso corporal, mental, física e psicologicamente.
Não metabolizo bem isso mais, estou mais saudável e quero mesmo vivenciar essa PAZ e ser FELIZ por completo, pois posso estar cega e não estar enxergando a felicidade que está ao meu lado, e procurando onde ela nem precisa ser procurada.
UM beijo a todos, uma excelente semana... Fiquem com Deus. ”

( Cris Passinato - Biografia - 1973/**** )
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28/Julho/2005:

“A RELIGIÃO E A PERVERSA DISTRIBUIÇÃO DE RENDA”

“Um Estado político, onde alguns indivíduos têm milhões de rendimento, enquanto outros morrem de fome, poderá subsistir quando a religião deixar de lá estar, com as suas esperanças noutro mundo, para explicar o sacrifício ? ”

( François René de Chateaubriand - Biografia - 1768/1848 )
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29/Julho/2005:

“ ENTENDER O MUNDO NO CHEIRO DO PÃO ”

“Sábado, 7 da manhã, caminho devagar pela rua deserta. Da minha casa à CPL, a padaria da esquina, são menos de cem metros. Um sol tímido. Atravesso entre os sem-teto que, espalhados pelo meio-fio, aguardam a abertura da paróquia, onde tomam banho e recebem ajuda. Muitos chegam no meio da noite e se dispõem estrategicamente, para ficar em boa posição na fila. Há um, gordo, sempre de camisa preta, que se senta em frente da igreja Renascer. Fica ali, imóvel. Dia desses, lia um livro de capa vermelha. Não consegui ver o título. Seria o Livro Vermelho de Mao? (Esta revelou minha idade). Às vezes, aos domingos, o homem gordo aparece com uma camisa branca. Passo e os sem-teto me olham. Cumprimento, bom-dia, bom-dia. Recebem o cumprimento com surpresa, quase estupor. Ninguém lhes dá bom-dia. Respondem alegremente e o bom-dia deles é caloroso, acompanhado de um sorriso, os rostos se iluminam. Tão fácil desejar bom-dia, parece fazer tanto bem. Porque as pessoas são mesquinhas nos cumprimentos?

Nessa hora do sábado ainda não há fila, na padaria. O pão caseirinho, especialidade da casa, está saindo do forno. Quase posso ver o vapor subir da cesta. Peço três caseirinhos, a casca é crocante, polvilhada por uma farinha delicada, parece talco, tão suave. Se me distraio como dois ou três, barrados de manteiga Aviação, amarela, densa. Sinto-me envolvido pelo cheiro espesso do pão recém-assado. O cheiro atravessa o papel impregna-se em minha mão.

Vou pela rua, carregando o saquinho, apressado para chegar em casa com os caseirinhos ainda quentes. Caminho envolvido pelo cheiro, quando passo diante de dois homens encostados na árvore torta que existe no meio da quadra. Um deles exclama: "Cheiro bom tem esse pão!" Paro, e por um momento, penso nesses pãezinhos crocantes e perfumados. Ofereço:

- Quer um? Estão quentes!
- Estou sentindo.
- Apanhe um.
- Não, ainda não bebi hoje.... não posso comer.
- Ah... (Digo, adorando a inversão do raciocínio. Falar o quê? Há sabedoria por trás de cada coisa. Nada de julgamentos precipitados).
- Brincadeira, não bebo. Só quero sentir o cheiro.
- Sentir o cheiro?
- O cheiro.
- Nada mais?
- Não tem nada melhor do que cheiro do pão fresco. Tão bom quanto cheiro de mulher. Elas passam por aqui, sinto o sabonete, o perfume, o desodorante.

Falava corretamente. Tinha a roupa poída, os sapatos cambaios, mas o rosto estava barbeado, coisa rara. Encontro nas ruas gente que fez faculdade, terminou colegial. Nada mais me surpreende.

- Apanhe um, por favor!
- Já disse, meu senhor. Basta sentir o cheiro. É como se tivesse comido. E se comer um, vou querer dez. E se comer hoje, vou querer comer amanhã. Não! Aprendi a não comer, e pronto. Não posso me acostumar mal, ficar viciado. Fui viciado em cheiro de pão. De vez em quando vem a tentação, quase me entrego. Por favor, vá embora. Leve o seu pão para longe.

Sigo meu caminho. Em casa, toda a família ainda dorme, preparo a mesa. Coloco a toalha, o prato, uma xícara bonita. Uma vez, estava no programa da Silvia Popovic e ela entrevistava Eduardo Dusek, o cantor. Fascinado, ouvi-o contar que sempre que come sozinho, prepara uma mesa magnífica, com flores, velas, o melhor prato, copos de cristal, guardanapos de linho. Mesmo que seja para comer um pastel. Assim, a solidão desaparece, o sentido de elegância permanente.

Apanhei meu pão, cortei, cheirei. Algo inconcebível. Um perfume inebriante (custei, mas usei a palavra) de trigo assado, de terra, de chuva, me invadiu. Sai de mim. É um chavão, sei! Mas foi assim. O cheiro do pão me tirou do chão. Flutuei. Vi (criei) imagens de campos dourados. Estrelas durante o dia. Um lago infinito, uma grande paz. Entendi o sem-teto, compreendi o mundo. ”

( Ignácio de Loyolla Brandão - Biografia - 1936/*** )
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